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Trabalhadores da Telemont iniciam paralisação na Grande Vitoria

07/07/2011 - 8h23 - Sinttel-ES - Redação
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COM OS SERVIÇOS DE INSTALAÇÃO E REPARO INTERROMPIDOS, 600 CLIENTES DA OI, NA GRANDE VITORIA, FICAM SEM ATENDIMENTOS

Foto da Assembleia na Praça do Papa, na Enseada do Suá, Vitoria.

Os trabalhadores em reparo e instalações de telefones fixos, incluindo o Velox, da operadora OI decidiram paralisar os serviços, a partir desta quinta-feira, 7. A assembléia foi realizada às 9 horas, na Praça do Papa, na Enseada do Suá, em Vitoria. Os trabalhadores estão concentrados no local, onde permanecerão durante todo o dia.

O Sinttel-ES, sindicato da Categoria, tenta uma reunião de negociação com a empresa, agora que a proposta salarial foi recusada.

Os trabalhadores querem:

REAJUSTE SALARIAL DE 10% (incluindo a inflação de 6,31% + ganho real);
TIQUETE REFEIÇÃO DE R$ 13,00 POR DIA;
ALUGUEL DE R$ 800,00 PARA OS VEÍCULOS (Todo empregado aluga o próprio carro para executar os serviços)
PARA A PRODUÇÃO (instalação e reparos) R$ 8,00

A Oi tem cerca de 700 mil clientes com telefones fixos no Estado, que geram – só na Grande Vitória – 600 demandas de atendimento presencial por dia. A Telemont – terceirizada e responsável por todos os serviços no ES da planta externa da operadora – tem 750 empregados e, destes, 70% ou 525 são técnicos, que cumprem uma meta diária de 5 reparos e 3 instalações de novas linhas, incluindo o atendimento de internet e banda larga (Velox).

A região mais afetada pela paralisação dos técnicos é Serra, Vila Velha e Cariacia. Usando os próprios carros (condição para ser empregado da Telemont), esses técnicos atendem desde Fundão aos municípios da região serrana. Instaladores e reparadores fazem 200 atendimentos diários nas três bases da empresa – Serra, Vila Velha e Cariacia – (meta imposta pela Telemont) entre novas ligações a reparos em telefones urbanos e rurais, incluindo o Velox.

“Os motivos da insatisfação dos trabalhadores é o baixo salário e a insensibilidade da Telemont em apresentar uma proposta de reajuste que contemple as necessidades desses técnicos”, explica Nilson Hoffmann, presidente do Sinttel-ES.

Segundo o presidente do Sinttel, a categoria está a mais de 2 anos amargando arrocho salarial, imposto pela saída da Gecel e a entrada da Telemont na terceirização da Operadora Oi. A expectativa dos trabalhadores era que a empresa repusesse a inflação do período (abril de 2009 a maio de 2011) e por isso pediram 12%. Porém, nem a contratante Oi, nem a contratada Telemont assumem que deram um prejuízo aos trabalhadores, já que a maioria dos empregados da Gecel foram absorvidos pela Telemont. “Diante disso, os salários foram achatados e os trabalhadores perderam renda, já que a Telemont paga, hoje, salários menores do que a Gecel pagava há dois anos”, conta Nilson.

No início das negociações, a Telemont ofereceu apenas 5,3% para os salários, o tíquete refeição e os demais benefícios . “Isso não chegava a ser nem o INPC do período – a inflação que corroeu os salários entre março de 2010 e abril de 2011, disse Nilson. Ele, informou ainda, que depois de mais duas reuniões é que a contratada sinalizou com um reajuste de 6,31% que é a inflação do período, medida pelo INPC do IBGE. “Essa proposta foi avaliada no dia 15/06 e, por unanimidade, foi recusada pelos 750 trabalhadores, pois está muito longe do que necessita a categoria”, destacou o presidente do Sinttel.

A Telemont oferece:

Reajuste salarial: somente o INPC de 6,31% (sobre o salário de 1º de abril de 2010);

Reajuste no tíquete refeição: R$ 11,00. Há dois anos é R$ 10,00;

Remunerar a produção: R$ 4,50. Atualmente a empresa paga R$ 4,00

 Aluguel dos carros: R$ 658,80. Hoje ela paga R$ 610,00

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