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Trabalhadores/as na Tim, Vivo e Algar aprovam Pauta de Reivindicações

31/07/2020 - 20h23 - Sinttel-ES - Redação
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31/07/2020 – 10h54 – Federação Livre – Redação

A pandemia de Coronavírus veio trazendo mudanças radicais na vida das pessoas e no mundo do trabalho. Nestes cinco meses, o que antes era difícil e até inimaginável vem acontecendo como únicas alternativas para enfrentar os enormes desafios da comunicação, diante do distanciamento social.

O dia 29 de julho de 2020 ficará marcado para sempre na vida dos sindicatos, dirigentes e trabalhadores/as em Telecomunicações de sete estados: AM, CE, ES, PE, RJ, RN e RO, representados na  Federação Livre de Trabalhadores/as em Telecom.

Pela primeira vez, em mais de 40 anos do novo sindicalismo combativo, surgido nos anos de 1980 e que a categoria telefônica esteve presente, uma assembleia única e simultânea foi realizada com estes estados de forma virtual. Um sonho antigo, uma ousadia, que agora se realiza. Por ironia,  justamente entre aqueles que instalam, reparam, fazem a rede de telecomunicações chegar a todo canto e mantém o Brasil conectado.

Trabalhadores/as nas operadoras Vivo, Tim e Algar puderam, ao mesmo tempo no Amazonas, Rondônia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, no Espírito Santo e no Ceará,  decidir juntos por uma Pauta Unificada nas negociações coletivas de 2020. A votação ocorreu por meio de uma plataforma online, confiável, criada para não expor identidades.

Conectamos o país. Essencial, agora é o reconhecimento

O Secretário Geral da Federação Livre, Marcelo Beltrão (Sinttel-PE) enfatiza que a negociação começa com muita energia.

“Conseguir reunir as vozes, pelo voto, numa plataforma digital em sete estados é espetacular. É uma ousadia da LIVRE, pois se todos os trabalhadores estiveram mobilizados, discutindo as propostas, nessa nova forma de comunicação, que diga-se, as empresas já utilizavam, elas sentirão e a negociação será em outro patamar, apesar da severa crise pandêmica”, afirmou Beltrão.

Resultado final e geral da votação nas operadoras Vivo, Tim e Algar.
Vivo :
281 votantes (7,16%)
276 Sim (98,23%)
3 Não (1,07%)
2 Abstenções (0,71%)

TIM
343 votantes (7,75%)
329 Sim (95,92%)
11 Não (3,21%)
3 Abstenções (0,87%)

Algar
38 votantes (13,29%)
36 Sim (94,74%)
2 Não (5,26%)

Na Vivo, 98,23% aprovaram a pauta. Os votos pela rejeição foram de apenas 1,07% dos participantes e as abstenções representaram 0,71%. Na TIM, 95,92% votaram pela aprovação, 3,21% pela rejeição e 0,87% se abstiveram. Já na Algar, 94,74% votaram a favor e 5,26%, contra. Estatisticamente os capixabas foram os que mais participaram da assembleia, quase 34% do total de votos apurados na Vivo.

“A participação, apesar de pequena, afinal essa é a primeira de muitas assembleias, demonstrou que a categoria entendeu o momento que estamos vivendo e aprovou os pontos que vamos priorizar nas discussões com as empresas”, destacou o presidente da Livre, Luís Antônio Souza da Silva (SinttelRio).

Pauta de Reivindicações 

1 – Garantir os empregos – Neste momento de pandemia e na [pós]pandemia é preciso garantir que as Operadoras não demitam. Afinal, os/as “colaboradores/as” estiveram, e ainda estão, na linha de frente, trabalhando em casa, no regime de home office, sem as condições adequadas. Garantir estabilidade é fundamental para a retomada do crescimento.

2- Saúde – A volta ao trabalho, seja dentro das empresas, ou em continuação pelo home office, terá que priorizar a Saúde dos/as trabalhadores/as.

3 – Salários e benefícios – Os ACTs precisam garantir a renda e os benefícios, na mesma linha dos acordos emergenciais que a Federação Livre negociou com as Operadoras no inicio da pandemia de Coronavírus.

4 – Reajuste Salarial – Restabelecer o poder de compra dos salários pela INPC-IBGE e ganho real.

5) – PPR/PLR – Manter os programas de PPR/PLR, garantido a participação nos lucros  pois é estímulo para trabalhadores e empresas superarem a crise. “Se a sociedade está trabalhando e conectada, onde a educação, a saúde e diversos outros setores não pararam, a participação nos lucros é o reconhecimento”, destaca o presidente.

6) – Regulamentar o trabalho Home Office. É preciso normatizar o trabalho feito em casa. Tempo de trabalho, conexão, desconexão, hora extra, ergonomia  e manutenção das despesas como energia e internet, entre outros pontos.

7) – Manutenção dos ACTs por 2 anos – Garantir as atuais condições de salários e benefícios. Os acordos em vigor devem ser mantidos e por 2 anos.

(Contribuição do SinttelRio)

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