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Telemont propõe reajuste de 6,31% para os salários

07/06/2011 - 7h45 - Sinttel-ES - Redação
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Depois de mais de mais de 2 anos amargando arrocho salarial, imposto pela saída da Gecel e a entrada da Telemont na terceirização da Operadora Oi, aconteceu a primeira reunião de negociação salarial entre a Telemont e o Sinttel-ES. Mas, a proposta não vai agradar.

Apesar da expectativa dos trabalhadores – que pediram 12% de reajuste – a proposta da Telemont é muito ruim para os empregados. O Sinttel fará uma assembléia em Vitória, na próxima semana, reunindo toda a categoria para avaliar os índices oferecidos.

A proposta inicial da empresa foi reajustar os salários, o tíquete refeição e os demais benefícios em apenas 5,3%. Isso não chegava a ser nem o INPC do período – a inflação que corroeu os salários entre março de 2010 e abril de 2011. O presidente do Sindicato, Nilson Hoffmann recusou de cara e, depois de uma discussão com os diretores Wilson Leão e Vanderlei Rodrigues da Vitória, que é empregado da Telemont, apresentou à empresa uma contraproposta.

O Sinttel pediu:

Reajuste de 9,5% (INPC + ganho real), aluguel para os carros de R$ 800,00, tíquete refeição de R$ 12,00 e produção de R$ 8,00 – “que é o que a empresa paga quando quer que os trabalhadores cumpram metas”, disse o diretor Vanderlei.

A empresa não aceitou e ofereceu a seguinte proposta que será levada aos trabalhadores para análise em assembleia:

Reajuste salarial: somente o INPC de 6,31% (sobre o salário de 1º de abril de 2010);
Reajuste no tíquete refeição: R$ 11,00. Há dois anos é R$10,00;
Remunerar a produção: R$ 4,50. Atualmente a empresa paga R$ 4,00
Aluguel dos carros: R$ 650,00. Hoje ela paga R$ 610,00 e disse que mantém o beneficio quando do afastamento do empregado, por motivo de doença, por até 15 dias.
Banco de Horas: instituir o banco de horas por 4 meses. O trabalhador que fizer a hora extra, tem que folgar dentro desse prazo. Se não folgar, a empresa tem que pagar. Somente as horas extras feitas de segunda a sexta-feira entram no cálculo do banco. Durante o descanso semanal remunerado (DSR) e feriados as horas extras devem ser pagas quando forem feitas.
A empresa propôs o Acordo Coletivo por dois anos.

Segundo Nilson, o banco de horas que a Telemont está propondo é muito parecido com o banco de horas que fora feito na outra contratada da Oi, a Gecel.

E o reajuste de 2009 a 2010?

Para frustração de todos, a proposta da Telemont não contempla a recomposição dos salários que estão sem reajuste desde 1º de abril de 2009, data do último fechamento do acordo coletivo com a Gecel, empresa substituída pela Telemont no contrato com a Oi. Os trabalhadores cobram pelo menos a reposição desse período de 12 meses porque cerca de 65% dos empregados da Gecel foram reabsorvidos pela Telemont.

A Telemont se esquiva da responsabilidade de repor essa perda salarial dos empregados, alegando que eles não eram seus empregados à época. Por outro lado, a Gecel também não assumiu essa reposição, porque estava em fim de contrato com a Operadora. Nesse jogo de empurra, quem ficou na pior foram os empregados que desde 2009 enfrentam um arrocho salarial e redução dos valores pelos serviços de produção – instalação, ligação, reparos, etc, prestados à Telemont.

Caberá aos trabalhadores – que estão muito insatisfeitos – avaliarem essa proposta de acordo coletivo.

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