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Sem acordo, dissídio da BrasilCenter segue para relator

09/08/2016 - 18h05 - Sinttel-ES - Redação
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Fracassou a audiência de conciliação, a primeira realizada na Justiça do Trabalho entre o Sinttel e a BrasilCenter no processo de Díssidio Coletivo. A empresa não apresentou nenhuma proposta para melhorar as condições do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/2017, revelando sua intransigência perante o juiz que fazia a audiência, na tarde desta terça-feira, dia 9. A empresa ganhou 10 dias de prazo para apresentar uma documentação e daí o processo segue para um juiz relator. Breve será marcada nova audiência para saber qual o parecer desse relator.  Depois o Dissídio será julgado pelos 11 desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRE-ES). E eles não julgam apenas as questões econômicas de reajustes da pauta de reivindicações, mas tudo o que está sendo pedido.

O Sinttel-ES decidiu ingressar com o pedido de dissídio depois que a negociação coletiva não resultou em avanços. As conversas iniciaram em fevereiro com o envio da pauta de reivindicações. A categoria autorizou essa decisão, na primeira assembleia, convocada pelo Sinttel, na abertura das negociações salariais de 2016.

Desde o começo, a BrasilCenter radicalizou, não apresentando nenhum percentual de reajuste. Em toda reunião, culpava a crise e reafirmava sua proposta de reajuste zero para os pisos salarias, pagos aos quase 2 mil trabalhadores/as, os teleoperadores (Reps).

Diante desse comportamento, o Sinttel resolveu não aceitar a manutenção dos salários em R$ 880,00, fixados desde janeiro quando houve o reajuste do salário mínimo. A empresa queria dar uma abano salarial de R$ 280,00 para compensar a falta do reajuste. Para outros/as trabalhadores/as que recebem acima dos pisos, a empresa ofereceu 9,91%, mais os R$ 280 de abono.

Essa situação é revoltante, quando se sabe que a BrasilCenter é o call centter do Grupo América Movil (Grupo Claro), cujo dono é o mexicano Carlos Slin, um dos homens mais ricos do mundo. Não é uma empresa terceirizada, prestadora de serviço, como a maioria dos call centeres. Portanto, o atendimento à grande cartela de clientes do segundo maior grupo de telefonia do país e o maior da America Latina é feita pelo próprio grupo, cujos lucros andam acima da média, diante da crise que o Brasil vem atravessando.

 

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