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Mais renda no bolso

Salário mínimo de R$1.621 e isenção no IR de R$5 mil já estão valendo

05/01/2026 - 6h39 - Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES
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A partir de 1º de janeiro de 2026, passam a valer duas grandes conquistas dos brasileiros: a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês e o reajuste do salário mínimo de R$ 1.518 para R$ 1.621 (6,79%).

Juntas, essa duas ações apresentadas pelo Governo do Brasil em 2025 injetarão R$ 109 bilhões na economia do País. De um lado, será um aumento de renda efetivo no bolso de cerca de 80 milhões de brasileiros. De outro, a roda da economia será turbinada – com movimentos no comércio, na indústria e na arrecadação do País, que por sua vez volta para a população na forma de políticas públicas e serviços.

Para os trabalhadores em Telecom essas duas medidas são muitos importantes, pois a média salarial mensal da categoria não chega a R$ 5 mil. Portanto, praticamente todos os trabalhadores terão isenção do desconto do imposto de renda no contracheque.

Os técnicos terceirizados que acumulam o salário e o aluguel do carro agregado serão os mais beneficiados. 

O mesmo acontece com os trabalhadores do Teleatendimento. O Sinttel-ES começa a campanha salarial (data base de renegociação dos Acordos Coletivos em 1º de Janeiro) pedindo, no mínimo, o mesmo reajuste do salário mínimo, 6,79% e não somente a inflação do ano de 2025 que foi de 4,18%. 

Isenção do IR
Até o final do ano, a isenção total do imposto de renda era para salários até R$ 3.036. Assim, uma pessoa que recebe salário de R$ 5.000 por mês verá pela última vez no holerite de dezembro, a ser pago por esses dias, o salário líquido de R$ 4.155 (descontada a contribuição previdenciária e o IR retido na fonte de R$ 335).

Quando o salário de janeiro chegar, adeus IR. Daqui a um mês, esse desconto deixará de existir, e esse trabalhador passará a ter um ganho real mensal de mais de R$ 300. Em um ano, o aumento na renda será de quase R$ 4.000.

Esse dinheiro a mais no bolso afetará diretamente 10 milhões de brasileiros. Além disso, outros 6 milhões de pessoas que recebem entre R$ 5.000 e R$ 7.350 por mês também serão beneficiadas com alguma redução do imposto retido na fonte.

Ao comemorar a aprovação dessa medida pelo Congresso Nacional, o presidente Lula afirmou que ela terá um impacto de R$ 28 bilhões na economia brasileira ao longo do ano.

Um estímulo extraordinário para o comércio, a indústria, o setor de serviços, o empreendedorismo. Que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro vai ser beneficiado”, disse Lula, em pronunciamento.

Valorização do salário mínimo

A política de valorização do salário mínimo, que combina correção monetária pela inflação oficial com aumento real baseado no crescimento do PIB, foi criada em 2007. Mas não surtiu efeitos nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro (2016-2022). Retomada em 2023, já proporciona aumento real, acima da inflação, de 14,8% em quatro anos.

Sem essa política de valorização, o salário mínimo valeria agora R$ 823. “Esse crescimento injeta na economia cerca de R$ 7 bilhões por mês. Ajuda a gerar emprego, e a economia e funcionar bem”, diz o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

O aumento do salário mínimo para R$ 1.621 beneficia diretamente mais de 34 milhões de trabalhadores. Considerando-se o impacto na vida de aposentados, pensionistas, pessoas com deficiência, beneficiários do seguro desemprego entre outros grupos sociais, o impacto alcança a vida de 62 milhões de brasileiros. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento do mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na economia do País este ano.

Paulo Donizetti de Souza | Agência Gov

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