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Só lábia!

Roteiro Claro: R$ 40Bi em investimentos! Nada para os trabalhadores

25/09/2026 - 17h23 - Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES
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A Federação LiVRE e os sindicatos filiados alertam: a categoria não vai aceitar o mesmo teatro de enrolação de todos os anos. Se o tráfego cresce e o mercado exige expansão contínua da rede, a Claro precisa entender que isso só é feito com trabalhadores motivados e devidamente remunerados. A próxima reunião ficou pré-agendada para o dia 08/10/2026, e a expectativa é uma só: chega de apresentações de PowerPoint e tragam propostas reais de valorização.

A história se repete ano após ano nas mesas de negociação da Claro. Na manhã desta sexta-feira (25/09/2026), a primeira reunião com a Federação LiVRE para debater a Pauta de reivindicações seguiu um script que os trabalhadores já conhecem de cor: zero proposta de reajuste salarial, nenhuma menção ao PPR e total indiferença à pauta de reivindicações da categoria. Em vez de valorizar quem constrói o resultado da empresa, os representantes da Claro gastaram o tempo para “chorar as pitangas” e apresentar as supostas dores do mercado.

A estratégia patronal de enrolação é manjada. A operadora utilizou um emaranhado de dados macroeconômicos e setoriais — alegando juros altos, concorrência agressiva de provedores regionais e queda na TV por assinatura — para desenhar um cenário de terra arrasada. A retórica de crise, contudo, desmorona diante dos próprios números da empresa: no mesmo slide em que prega a austeridade para os salários, o Grupo América Móvil infla o peito para anunciar um investimento robusto de R$ 40 bilhões no Brasil até 2029 focado em Fibra e 5G. O dinheiro existe para a infraestrutura, mas desaparece na hora de reconhecer a força de trabalho.

Para mascarar a falta de uma proposta econômica real, a Claro recorreu a um palanque de autoelogios que não convence ninguém. A empresa exaltou sua baixa rotatividade, o selo Great Place to Work (GPTW) e benefícios como o Wellhub e auxílio-creche. A realidade, porém, é que esse pacote de benefícios é o mínimo praticado pelo mercado, igualando-se ou ficando aquém do que a Vivo e a TIM oferecem às suas respectivas bases. A Claro tenta transformar obrigações corporativas e práticas comuns do setor em favores extraordinários.

Dizer que 54% dos colaboradores têm mais de 10 anos de casa não é um prêmio concedido pela Claro; é o reflexo da dedicação de uma vida inteira de trabalhadores que vestem a camisa da empresa e que, em troca, recebem apenas o congelamento de seu poder de compra.

A Federação LiVRE e os sindicatos filiados alertam: a categoria não vai aceitar o mesmo teatro de enrolação de todos os anos. Se o tráfego cresce e o mercado exige expansão contínua da rede, a Claro precisa entender que isso só é feito com trabalhadores motivados e devidamente remunerados. A próxima reunião ficou pré-agendada para o dia 08/10/2026, e a expectativa é uma só: chega de apresentações de PowerPoint e tragam propostas reais de valorização.

Ei trabalhador, trabalhadora na Claro! Filie-se! 

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