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Reunião com a CLARO: discurso velho, desgastado e mãos vazias

30/09/2021 - 16h43 - Sinttel-ES - Redação
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A operadora lança mão do discurso que está na boca da Classe Trabalhadora, de inflação alta,  dólar alto, crise econômica, desemprego, pandemia para justificar que tem um ano difícil. Mas não mencionou que teve um lucro líquido de 981,1 milhões no segundo trimestre/21, o que representou alta de 183% em relação ao mesmo período do ano passado. Proposta para pagar o reajuste das perdas salariais do período de 10,42% até a data base? Só na próxima reunião, dia 14 de outubro.

Jota e Fabiano (Claro) Virgínia Berriel (Sinttel-Rio), Branquinho e Natanael (Claro) João Cesar (Coordenador da Livre, Sinttel-CE), Gilberto Pirajá (Sinttel-RN), Gilberto (Sinttel-PE) Luis Antônio (presidente da LiVRE) e Nilson Hoffmann (Sinttel-ES)

A telerreunião realizada na manhã desta quinta-feira, 30/09, entre a Comissão de Negociação da Federação LiVRE e a CLARO não foi diferente das demais já realizadas para discutir Acordos Coletivos. Porém, o muro de lamentações este ano teve um viés que chamou a atenção. O discurso usado pelo gerente de Relações Sindicais da Operadora, Fabiano Guimarães, parecia ter saído da boca dos  sindicalistas, evidentemente contrário à necessidade de um reajuste salarial e nos benefícios pelo INPC integral.

Nesta primeira reunião, a Federação LiVRE alertou para algumas premissas das quais não abre mão:  garantia da data base, em 1º de setembro e da manutenção do Acordo Coletivo até a conclusão das negociações coletivas, que teve acordo da empresa, afinal a negociação avança para o mês de outubro, em reunião agendada para o dia 14.

Este ano, além da discussão do Acordo Coletivo, tem também o Acordo de PPR e o Teletrabalho. E uma renca de pendências a serem resolvidas como as diferenças nos benefícios praticados, banco de horas, escalas de trabalho, homologações fora do Sindicatos, jornada de trabalho, periculosidade do pessoal da Net, plano odontológico e retirada do mobiliário do pessoal do home office.

A empresa reclamou de tudo: expectativa de menor  PIB em 2022, continuidade de crescimento da inflação, dólar e desemprego, a pandemia que está voltando a crescer, registrando no dia 29/09 cerca de 800 mortes.

A CLARO alegou que as receitas “estão andando de lado” desde 2019 e que nos primeiros seis meses desse ano perdeu 1 milhão de assinantes da TV paga, justificando essa perda devido a pirataria de 33 milhões de usuários, contra 38 milhões de assinantes, o crescimento do mercado de Streaming e a queda da telefonia fixa.

Este cenário nebuloso, apresentado pela empresa, esconde o quanto ela vem lucrando.

Segundo a Revista Forbes, a CLARO BRASIL teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de cerca de R$ 4 bilhões ante os R$ 3,83 bilhões no mesmo período de 2020. A margem foi de 41%, um avanço de 2,2 pontos percentuais sobre um ano antes.
A receita ficou praticamente em linha com o desempenho do primeiro trimestre de 2020, somando R$ 9,83 bilhões de reais.
A empresa afirmou que terminou março com crescimento de 19,4% na base de linhas pós-pagas de telefonia móvel, adicionando 6,2 milhões de clientes. (Agencia Reuters)

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES

A pauta de reivindicações enviada em Agosto, propõe discutir, além do reajuste integral pelo INPC (inflação) de 10,42% — já paga pela concorrente VIVO —, Ajuda de custo de R$ 250 para o home office, garantia de empregos, qualificação profissional e acordo por 2 anos.

A CLARO apresentou que a negociação desse ano incluirá a discussão completa das cláusulas sociais e econômicas do atual Acordo Coletivo e que quer unificar  numa mesma proposta do acordo coletivo, o PPR 2021 e, ao invés de um aditivo ao acordo coletivo, uma cláusula sobre o teletrabalho. Segundo a empresa, olhando de forma integrada a negociação pode ter mais flexibilidade.

Há controvérsias. Essa arquitetura de negociação da empresa não vende facilidade. É pagar para ver na próxima reunião.

A Comissão de Negociação da Federação Livre na CLARO é formada pelo coordenador João Cezar (Sinttel-CE), Gilberto Pirajá (Sinttel-RN), Gilberto Oliveira (Sinttel-PE) Amaral (Sinttel-AM) e Virgínia Berriel (Sinttel-Rio), Luis Antônio (presidente da Federação Livre e Sinttel-Rio) e Nilson Hoffmann (diretor de Comunicação da Federação Livre – Sinttel-ES).

A Federação Livre mantém um canal de comunicação nesta campanha  livre@federacaolivre.org.br. Todas as informações e boletins informativos estarão à disposição no site e nas redes sociais

     

 

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