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Proposta da Oi é nada de reajuste de salário, de tíquete. Nada!

20/11/2018 - 14h38 - Sinttel-ES - Tania Trento
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Depois de um dia inteiro de reunião no dia 22 de novembro, a Oi apresentou uma proposta para o Acordo Coletivo 2018/2019 para a Comissão de Negociação da Federação pro-Livre, composta por diretores do Sinttel ES, RJ, CE, AM e PE. Apesar do cenário político e econômico não ser nada favorável, a proposta da empresa em nada recupera o poder de compra dos salários ou valoriza o esforço dos empregados.  Próxima reunião dias 05 e 06/12, novamente na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

Durante a manhã, a empresa mostrou os últimos resultados e vários temas relativos a este ponto foram discutidos, como o cenário macroeconômico, o mercado de Telecom, as negociações ocorridas com as demais operadoras e o contexto específico da empresa, ainda impactada pelo processo de Recuperação Judicial.

Na parte da tarde, os dirigentes da empresa apresentaram sua resposta às nossas reivindicações para renovação do atual acordo coletivo de trabalho. Confira:

1) Reajuste salarial

2% em setembro de 2019 e para os gerentes nem isto (seria 0);

2) Reajuste do tíquete

3% em junho de 2019 e redução da tabela de participação do trabalhador em 1% em junho de 2019 e mais 1% em dezembro de 2019;

3) Reajuste da creche

4% em setembro de 2019;

4) Adiantamento de meio salário referente ao Placar em 31/01/2019;

5) Manutenção das demais cláusulas do atual acordo.

Nada no salário. Nada no tíquete. Nada de adiantamento do Placar. Nada de tíquete-extra…

Claro, que nem de longe a Comissão da Federação Pro-Livre poderia concordar com este absurdo e após uma breve pausa (para passar a raiva e conter a frustração), foram feitos longos argumentos sobre a necessidade da valorização dos trabalhadores. “Que se fosse pelos presidentes e pelos acionistas que se revezaram e se revelaram incompetentes ao longo dos últimos anos a empresa já teria quebrado (…)  Que quem segurou a onda e manteve a Oi existindo até agora foram seus trabalhadores e estes precisam ser respeitados,” disse o coordenador da Comissão, Marcelo Beltrão.

De toda forma, mantendo a serenidade e a responsabilidade de quem busca o melhor para superar este momento difícil e instável, tanto na empresa, quanto no país, os sindicalistas apresentaram uma contraproposta dentro da realidade, sem viagens, nem sonhos, apenas entendendo ao cenário complicado que vivemos e buscando salvaguardar os interesses de quem realmente produz valor na companhia, que são seus trabalhadores.

Em resposta aos 5 pontos apresentados pela empresa, A Comissão apresentou nossos 10 pontos.

1) Reajuste salarial em novembro/2018 de 4% para todo corpo funcional (incluindo os gerentes);

2) Reajuste nos benefícios no mesmo formato acima e no caso dos tíquetes unificar imediatamente a tabela de co-participação;

3) Tíquete-extra em dezembro/2018 no montante de R$ 1.000,00;

4) Auxílio-creche estendido para todos os trabalhadores (quer sejam pais ou mães);

5) Licença paternidade passar para 20 dias;

6) Reajustar em 4% o aluguel dos veículos dos trabalhadores usados em serviço;

7) Criação de uma comissão formada por 2 representantes da empresa e 2 da Livre para estudar o modelo do Plano de Saúde objetivando sua manutenção pós-desligamento e/ou aposentadoria;

8) Dias de ponte ao final do ano sem desconto no banco de horas dos trabalhadores;

9) Criação de uma pacote promocional de serviços Oi para seus trabalhadores;

10) Vigência do acordo por 2 anos.

Simples assim!

Tornaremos a sentar para um esforço de negociação nos próximos dias 05 e 06/12, novamente na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

Comissão de Negociação da Federação Pró-Livre X Oi
Alessandro Mamedi, Hamurabi Duarte, Lacy da Matta, Luis Antonio Silva e Marcelo Beltrão

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