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Proposta da Claro para o PPR 2016 é uma verdadeira “puxada de tapete”

29/07/2016 - 16h43 - Sinttel-ES - Redação
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trabalhadorNa última reunião com os representantes da Claro para tratar do PPR 2016, dia 20/07, ficou “claro” para a Comissão dos Trabalhadores que a empresa não que pagar nada mesmo. Simplesmente repetiu a mesma proposta da reunião anterior.

Primeiramente, apresentaram um modelo que, segundo eles, ampliava o Target para 2,4 salários. E que o novo programa implantava um desafio que poderia ampliar o pagamento e chegar a 3,6 salários – o maior PPR entre as operadoras. Alem disso, disseram que estavam unificando os programas das empresas do Grupo CLARO e tendo como base o programa implantado na NET.

Foi ai que a máscara caiu, pois não consideraram as diferenças praticadas entre as empresas do Grupo.

No ano passado (PPR-2015) as negociações já aconteceram com a marca das fusões entre Claro, Embratel, Primyses, Star One e Telmex, onde foi necessário um arranjo para que se ter um PPR único.

Agora, para o PPR 2016 que será incluído no acordo os trabalhadores da Net, a proposta da empresa apresenta três pegadinhas bem matreiras.

Puxando o tapete

A primeira é a elegibilidade: só receberão o PPR aqueles que trabalharem no mínimo 180 dias no ano. Isto é um retrocesso enorme. É bom lembrar que, em 2015 para que o acordo se tornasse viável, os trabalhadores tiveram que ceder, pois no caso da Embratel e Claro, para receberem, os trabalhadores teriam que ter trabalhado no mínimo 120 dias no ano, quando era 90 e 30, respectivamente.

Ao contrário de melhorar para os companheiros da NET, diminuindo a elegibilidade deles, a empresa está piorando para todos.

A segunda é a eliminação do adiantamento do PPR que normalmente era feito em setembro.

Os empregados já contavam com este dinheiro do adiantamento. Não antecipar uma parcela do PPR é quebrar um compromisso de muitos anos. É tratar os/as trabalhadores/as sem a mínima consideração, dando provas de que, para o Grupo Claro, os/as empregados/as são apenas números que eles subtraem quando querem o que é bom para o/a trabalhador/a: — Primeiro o meu lucro. Depois penso nos detalhes.

A última escorregada é a implantação de um gatilho.

Essa é “braba”. É de uma criatividade invejável. Você pode se esforçar ao máximo mas se não chegar no valor do gatilho, NÃO RECBERÁ NADA.

Até parece que para as definições de investimentos, orçamentos, empenhos e projetos, os/as trabalhadores/as são consultados/as!

Se algo der errado, se a definição foi equivocada, se o mercado não foi devidamente analisado antes daquele investimento, O/A TRABALHADOR/A PAGARÁ O PATO E NADA RECEBERÁ DE PPR.

Um gatilho que exige 80% de uma meta inatingível é um engodo, uma enganação. É ou não é uma proposta para não se pagar nada?

Durante as negociações e já com o primeiro semestre de 2016 fechado, foi solicitado que a empresa simulasse a aplicação do Programa proposto nesta parte do ano. O resultado não foi surpresa para ninguém. Como já se sabia, em nenhuma das unidades de negócio do grupo CLARO, incluindo a NET, haveria pagamento de PPR/2016.

Portanto, diante de proposta ridícula, a Comissão rejeitou a proposta e solicitou as seguintes modificações na proposta da Claro:

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