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Paggo/Oi fecha loja em shopping de Vila Velha e chuta trabalhadores

05/11/2019 - 16h07 - Sinttel-ES - Redação
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Na última sexta-feira, 1 de novembro, dez trabalhadores/as foram surpreendidos com a demissão na loja Paggo/Oi, localizada no Shopping Praia da Costa em Vila Velha. Isso significou também o fechamento da loja da Operadora. O aviso de supetão aconteceu numa reunião convocada pela empresa três dias antes.

A atitude da Paggo/Oi deixou os/as trabalhadores/as estarrecidos, indignados, decepcionados e tristes, já que não houve aviso prévio, respeito aos “colaboradores” e nem explicação para o fechamento da loja.

“A empresa planejou a demissão e não nos preparou para o pior. Nos sentimos traídos”, revelou um dos atendentes.

Loja da Paggo/Oi em Vila Velha

Durante a semana que antecedeu à demissão, os trabalhadores contaram que o clima já era tenso. Ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo. Porém, o medo e a insegurança tomou conta do ambiente de trabalho, pois os empregados ouviram boatos sobre o fechamento da loja pelos clientes e também por outros lojistas que tinham interesse em alugar o ponto. E a administração do Shopping já estava oferecendo a loja.

Essa situação difícil foi relatada por uma trabalhadora por meio do canal de Whats App (27 98889-6368) do Sinttel-ES.  Na ocasião, ela relatou que ninguém deles sabia o que ia acontecer, mas que há 15 dias duas dispensas foram feitas e a loja estava sem gerência havia dois meses.

O Sinttel tentou falar com a Paggo sobre as denúncias, mas não houve retorno. O fato é que a gerência da Paggo do Shopping Vitória, afirmou que a empresa vem fechando as lojas em vários Estados.

Os diretores do Sinttel-ES, Alessandro Mamedi e Vanderlei Rodrigues também foram surpreendidos com o fechamento da loja da Oi. Eles estavam no Shopping Praia da Costa distribuindo um boletim informativo do Sindicato na loja da Claro, quando perceberam que a loja da Oi estava fechada e com um aviso para os clientes colado na porta. Era início da tarde, fato que causou estranheza. Conseguiram conversar com dois trabalhadores que fechavam o caixa e encerravam as atividades.

“Foi tudo tão rápido, que voltamos no final da tarde para fotografar o aviso da porta e já não estava mais. A administração do Shopping havia colado um papel encobrindo a  visibilidade pelo vidro” disse Vanderlei.

Por que demitir e fechar a loja dessa forma, sem diálogo com os empregados?

Essa pergunta não tem uma resposta fácil. As dificuldades financeiras e administrativas da operadora Oi, que está em recuperação judicial e tem nos acionistas seu pior inimigo – os fundos abutres que querem fatiar a empresa vendendo-a em partes. A parte móvel para fulano, a banda larga para ciclano e a fixa para beltrano.

E apesar do esforço de todos os trabalhadores – inclui-se aí os empregados da Paggo – para tirar a empresa do buraco em que se encontra, vítima desses acionistas e suas políticas administrativas canibais, a situação não é das melhores. A Oi já sinalizou que vai demitir 3 mil trabalhadores.

Por que demitir dessa forma, deixando uma dezena de trabalhadores na corda bamba, sem uma explicação, um aviso, uma conversa? O que os empregados fizeram para merecer essa humilhação?

Depois que a Reforma Trabalhista foi aprovada pelos deputados e senadores e entrou em vigor a partir de 11 de novembro de 2017, os empresários ganharam muito poder, a Justiça do Trabalho perdeu atuação pela medo imposto ao trabalhador e os Sindicatos perderam a sustentação financeira que os permitia resistir. A partir daí, as relações de trabalho  passaram a ser mais truculentas, perderam o consenso, a educação, a humanidade, o diálogo duramente conquistados pelos sindicatos, mesmo diante dos conflitos entre capital e trabalho.

De outro lado, temos um governo ultraliberal, que eleva o tom da violência, do racismo, do fascismo, empoderando ainda mais os maus empresários.

Essa combinação é destrutiva. Cada vez mais a classe trabalhadora sofrerá com a perda de direitos.

 

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