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Oi tem prejuízo recorde de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2015

28/03/2016 - 13h25 - Sinttel-ES - Redação
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oi-telemar-destaqueA Oi registrou prejuízo líquido de R$ 4,55 bilhões no quarto trimestre de 2015. Trata-se de um dos piores resultados líquidos da história da companhia, superando os R$ 4,42 bilhões negativos do quarto trimestre de 2014. Com isso, a operadora fechou o ano passado com prejuízo líquido de R$ 5,35 bilhões, 21,4% pior que os R$ 4,41 bilhões de 2014.

De acordo com a companhia, o balanço do quarto trimestre foi impactado negativamente por uma série de fatores extraordinários, como a perda de R$ 1,58 bilhão no valor da participação da Oi em ativos não controlados na África, como a Unitel, e R$ 1,39 bilhão para “provisões de perdas de IR diferido para empresas que não apresentaram expectativa de gerac¸a~o de lucros tributa´veis futuros suficientes para compensar os cre´ditos tributa´rios”. Não fossem esses pontos excepcionais, o prejuízo da companhia teria sido da ordem de R$ 1,5 bilhão no quarto trimestre e de R$ 3,4 bilhões no ano de 2015, explicado por despesas financeiras, impactadas pelo contexto macroeconômico do Brasil, o que inclui a alta de juros.

Mais preocupante, contudo, é o endividamento da companhia, que encerrou o ano passado com R$ 54,98 bilhões de dívida bruta, dos quais 70,3% captados no exterior. A dívida líquida em 31 de dezembro era de R$ 31,56 bilhões.
A receita líquida total da Oi no quarto trimestre diminuiu 8,5% em comparação com o mesmo período de 2014, passando de R$ 7,3 para R$ 6,7 bilhões. No ano, a queda foi de 4,2%, baixando de R$ 28,5 para R$ 27,4 bilhões.

O Ebitda, por sua vez, despencou 46,6% no quarto trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, caindo de R$ 3,2 para R$ 1,7 bilhão. Na mesma comparação, a margem Ebitda diminuiu de 43,6% para 25,5%, uma queda de 18,2 pontos percentuais. No ano de 2015 o Ebitda foi de R$ 7,8 bilhões, o que representa uma redução de 24,8% em relação a 2014, quando foi de R$ 10,4 bilhões. No ano, a margem Ebitda foi de 28,5%, contra 36,3% em 2014.

A companhia incluiu no seu balanço uma linha para o “Ebitda de rotina”, que consiste no Ebitda descontados os impactos extraordinários, como aqueles referentes a suas participações acionárias na África. Neste caso, o Ebitda de rotina de 2015 foi 6,9% superior àquele de 2014. No quarto trimestre especificamente, a queda foi de apenas 2,2%. A companhia destaca que o resultado do seu Ebitda de rotina ficou dentro da projeção previamente feita pela companhia ao mercado. Seu fluxo de caixa operacional no Brasil de R$ 3,2 bilhões em 2015, o que ficou acima também da sua projeção original, que era entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,8 bilhão, acrescenta.

Merece destaque como ponto positivo a redução de 8,5% nos custos operacionais (Opex) no Brasil em 2015. Se descontada a inflação, que chega a 10% no ano, a queda do Opex teria sido de 17,3%.

“Mesmo com inflação acima de 10% e queda de 3,8% do PIB, conseguimos atingir nossas metas. Não lembro na história recente da Oi tanto comprometimento e trabalho de equipe para atingir esse resultado. Gostaria de agradecer sinceramente a cada empregado da companhia e dizer que estou confiante de que juntos podemos muito mais”, disse o CEO da Oi, Bayard Gontijo, em teleconferência sobre os resultados nesta quinta-feira, 24.

A Oi investiu ao todo R$ 4,16 bilhões em 2015, montante 21,1% menor que os R$ 5,28 bilhões de 2016.

Em razão da instabilidade econômica vivida pelo Brasil, a Oi preferiu não divulgar projeções para 2016, disse o executivo.

Fixo, banda larga e TV

A Oi registrou em 2015 uma queda de 8,6% em sua base de linhas fixas, fechando o ano com 10 milhões de linhas em serviço. A empresa ressalta que há uma desaceleração nessa queda: o quarto trimestre foi aquele com o menor número de desligamentos no ano de 2015, com redução líquida de 199 mil linhas. Além disso, a receita média por usuário (ARPU) de telefonia fixa subiu 3,6% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período de 2014.

A base de banda larga da companhia caiu 2,9% em 2015, encerrando o ano com 5,1 milhões de assinantes. Também há desaceleração da queda: no quarto trimestre foram 27 mil desconexões líquidas, o menor número do ano. A companhia destaca o crescimento de 3 pontos percentuais na penetração de banda larga fixa da Oi em residências que possuem algum produto da companhia, chegando a 51% no fim de 2015. A velocidade média dos planos de banda larga fixa da Oi é de 5,5 Mbps.

Em TV por assinatura, houve uma redução de 6,3% da base da Oi, que fechou o ano com 1,17 milhão de clientes. A empresa lembra sua queda foi menor que a média do mercado brasileiro de TV por assinatura em 2015, estimada em 6,9%.

Ao todo, a receita líquida residencial da Oi caiu 2,2% em 2015, passando de R$ 10 bilhões para R$ 9,8 bilhões.

Móvel

A receita líquida com a operação móvel também registrou queda no ano, passando de R$ 9 para R$ 8,4 bilhões (-6,4%). No quarto trimestre especificamente a queda foi maior: -13,4% em comparação com o mesmo período de 2014, baixando de R$ 2,4 para R$ 2,1 bilhões.

A maior redução na operação móvel aconteceu na receita com material de revenda (handsets): – 53,4% em 2015 em comparação com 2014, baixando de R$ 806 para R$ 375 milhões. Por conta da queda da tarifa de interconexão móvel (VU-M), houve diminuição de 36,5% na receita anual com rede, que passou de R$ 1,4 bilhão para R$ 889 milhões. A receita com clientes foi a única a crescer no ano, passando de R$ 6,8 para R$ 7,2 bilhões (+5,3%), com destaque para o aumento do faturamento com dados e serviços de valor adicionado.

A Oi encerrou 2015 com 45,9 milhões de linhas móveis em serviço. Isso significa uma diminuição de 5,4% em 12 meses. A queda foi puxada pelo segmento pré-pago, que teve uma redução líquida de mais de 2 milhões de linhas. A base pós-paga, por outro lado, perdeu cerca de 300 mil linhas em um ano. Ao fim de 2015 eram 39,1 milhões de pré-pagos e 6,8 milhões de pós-pagos.

Mobile Time, quinta-feira, 24 de março de 2016 – Reprodução : Instituto Telecom

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