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Nova geração: pagamento deve sair dia 7 e rescisão no dia 9 de março

02/03/2011 - 9h04 - Sinttel-ES - Redação
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As telefonistas da Nova Geração – empresa terceirizada do Banco do Brasil – depois de muitos prejuízos causados às mais de 60 telefonistas e dezenas de outros trabalhadores dos setores de asseio e conservação, podem, finalmente, receber os salários e ter a rescisão de contrato. Os empregados da Nova Geração foram recontratados pela Plansul, outra terceirizada.

Depois de paralisações de advertência e greves deve ser resolvida a situação constrangedora, humilhante e desrespeitosa que vivem as telefonistas e outros trabalhadores da empresa Nova Geração, contratada pelo Banco do Brasil. Com constantes atrasos de salários, e na entrega dos vales transportes e tíquete alimentação, a “gatinha” deixa o contrato, mas a verdade é que devido a irregularidades, o banco deu um ultimato.

As rescisões de contrato devem ser feitas no dia 9 de março, no Sinttel. O pagamento, segundo informações da Nova Geração, será feito no dia 7. As trabalhadoras estão apreensivas, uma vez que a empresa não vinha cumprindo prazos e datas quanto ao pagamento dos empregados. O último depósito do FGTS na conta dos trabalhadores foi feito em novembro/2010.

Histórico de problemas

A Nova Geração iniciou o contrato com o Banco do Brasil em novembro de 2009. Tudo foi bem até julho do ano passado, quando começou a atrasar os salários. Foi assim até outubro, quando aí também começaram os atrasos na entrega do vale transporte e do tíquete alimentação.

Paralisações

“Fizemos um dia de paralisação na época, para que a empresa desse o vale transporte, porque a gente já não tinha mais como vir trabalhar, disse uma telefonista.

Mas a empresa continuava a atrasar os pagamentos, até que em fevereiro desse ano somente os trabalhadores da limpeza é que resolveram parar as atividades nas agências da Praça Pio XII e também na Enseada do Suá, ambas em Vitória. Na segunda paralisação, as telefonistas se juntaram aos 46 empregados e foi aí que a situação começou a ser tratada com mais respeito pelo Banco do Brasil.

“Era um jogo de empurra. A Nova Geração dizia que não pagava porque o Banco não repassava o dinheiro do contrato. E o Banco do Brasil dizia que havia repassado o valor”, conta uma trabalhadora.

O presidente do Sinttel, Nilson Hoffmann, explica que o desrespeito aos direitos trabalhistas tanto da contratada (Nova Geração) como do contratante (Banco do Brasil) mostra que ambos não estão, nenhum pouco, preocupados com os trabalhadores. O objetivo da terceirização é contratar mão de obra barata, pagando salários aviltantes, reduzindo direitos e precarizando as condições de trabalho.

“Os funcionários diretos do Banco do Brasil têm bons salários e uma vasta carteira de benefícios. As telefonistas da Nova Geração desempenham a mesma função que uma telefonista do Banco do Brasil, nas agências do banco, mas recebem salários muito inferiores e um mínimo de benefícios sociais em relação à uma funcionária efetiva. O resultado da terceirização é que o Banco economiza nos salários e a Nova Geração lucra com o contrato oferecendo mão de obra barata. O Único prejudicado é o trabalhador que vende sua força de trabalho por menos da metade do preço que é pago a um empregado direto do Banco”, explica Nilson.

Além dos atrasos nos salários, a empresa também não vem pagando os encargos sociais. “Ela desconta do salário dos trabalhadores os valores correspondentes às contribuições ao INSS e FGTS, mas não repassa o valor descontado para o INSS e nem deposita na conta do FGTS. A empresa se apropria do dinheiro do trabalhador. Deve ter sido por isso que o Banco do Brasil estava travando o pagamento das “faturas” da Nova Geração, pois a empresa teria de apresentar mensalmente certidões que comprovem o recolhimento dos encargos sociais. Se a empresa não faz, o Banco do Brasil não repassa o valor do contrato. E fica um empurrando para o outro”, declara o presidente do Sinttel, Nilson Hoffmann.

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