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No ES a profissão de telefonista (6h) tem o maior salário do Brasil

29/06/2018 - 11h29 - Sinttel-ES - Tania Trento
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Hoje, 29 de junho é comemorado o Dia da/do Telefonista. Porém, só os empresários comemoram. Ser telefonista foi uma profissão glamourosa, bem remunerada e respeitada pela sociedade. Com a revolução tecnológica e a privatização do setor de telefonia no Brasil, as mudanças foram duras. Grande parte das telefonistas de empresas, de bancos e repartições públicas são terceirizadas, ou seja, contratadas através de uma empresa que vende a sua mão de obra.

Essas mudanças achataram os salários, precarizaram as condições de trabalho, impuseram a multifuncionalidade. A jornada de 6 horas ainda é uma conquista valiosa em tempos tão sombrios.

— Oi, Eu sou Eduardo seu atendente virtual (Operadora Oi).  A que ponto chegamos? Uma gravação substitui a/0 telefonista de carne e osso, minguando os postos de trabalho do setor.

Nas negociações coletivas que o Sinttel faz com o Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviço (Seaces), as/os telefonistas têm garantido pisos salariais, auxílio-alimentação, jornada de trabalho, entre outros benefícios.  Mesmo com todas as dificuldades que elas/eles enfrentam, o piso salarial de telefonista, com jornada de 6 horas, é de longe o maior do Brasil, garantido em convenção coletiva.

O reajuste em maio passado, foi de 2,73% nos pisos, passando para R$ 1.781,17 para jornada de 6 horas; e para jornada de 4 horas, o piso passa a ser R$ 1.191,51. E o reajuste nos valores da alimentação/refeição foi de 3%, passando o valor diário para R$ 14,27. Foi maior que muitas categorias.

É preciso fortalecer o Sinttel,  entidade que está ao lado da categoria neste momento tão cruel para a Classe Trabalhadora.

A reforma trabalhista (Lei 13.467/2017), em vigor desde 11/11/2017 prometeu emprego. Mas conseguiu 27,7 milhões de desempregados  e :
1) enterrou direitos históricos dos trabalhadores;
2) restringe o acesso do trabalhador à Justiça do Trabalho e visa
3) acabar com sindicatos, reduzindo sua estrutura, resistência e enfrentamento na luta de classes.

Do outro lado, deu aos patrões mais poderes para:

1) reduzir salários, 2) aumentar jornada, 3) precarizar as condições de trabalho, 4) LUCRAR e 5) pagar menos encargos sociais.

Calotes e prejuízos

Além de todas as transformações sofridas por essa parte da categoria, ainda enfrentam os calotes de empresas que fecham as portas sem pagar os direitos rescisórios dos trabalhadores.

No inicio desse mês, um processo que já durava 3 anos, chegou ao fim. Uma empresa chamada Elite Serviços deixou vários contratos com órgãos públicos e dezenas de trabalhadores sem as verbas rescisórias. Seis telefonistas vão receber, três anos depois, salário atrasado, férias, 13 salário, FGTS e outros direitos, agora que o processo chegou ao fim, depois de anos de tramitação.
Veja matéria sobre o processo

Ainda tem um processo contra outra empresa, a Sandes, que ainda não teve uma decisão final.

Participar é tudo

O Sindicato tem tentado ficar mais próximo da categoria, pois a terceirização também  aumenta essa distância. O uso de redes sociais e tecnologias como o WhatsApp estão dando mais agilidade nos atendimentos. A categoria tem estabelecido conexão com o Sinttel.

Participar das assembleias apesar da distância, já que parte das/dos telefonistas estão alocados em diversos bancos e órgãos sediados nos 72 municípios do Estado, é fundamental para ampliarmos a resistência e poder de enfrentamento aos patrões.

 

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