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Na Atento o prêmio é o castigo

08/04/2011 - 9h16 - Sinttel-ES - Redação
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Assembléia com o s trabalhadores da Atento, revelou que a empresa pune ao invés de premiar, não paga as horas extras não compensadas e estabelece metas sem combinar e impossíveis de atingir. A categoria se sente escravisada.

O encontro dos promotores de venda da Atento, uma representante da Vivo, com diretores do Sinttel era para tratar da pauta de reivindicações, visando o acordo coletivo a ser renovado neste mês de abril. Mas virou um muro de lamentação, diante de tantas arbitrariedades, praticadas pela empresa, cuja sede está em São Paulo.

Contracheques

A empresa não fornece o documento impresso, os empregados têm que retirar pela internet, no site da empresa, O problema é que nem nas lojas podem acessar a rede. Dessa forma, quando a empresa envia, chega sempre muito depois que o salário já foi pago. E os descontos não são explicados.
Relatórios de trabalhoO mesmo problema acontece com os relatórios das vendas, metas têm de ser enviados para a empresa em São Paulo. “Quem não tem internet, paga para enviar, pois sem isso, não recebemos salário”, disse um trabalhador.

Uniformes são exigidos, mas não fornecidos

A empresa só fornece a camiseta de malha, mas a calça tem de ser preta ou jeans escuro. É uma exigência dos superiores, relatou uma promotora.

Horas extras

O Acordo Coletivo da Atento com o Sinttel garante que as horas extras podem ser compensadas por folgas, em 30 dias. “Se não forem, devem ser pagas”, explica a diretora do Sinttel, Rita Dalmásio. Mas não é isso que acontece. Uma operadora contou que tem folgas para tirar há um ano, desde abril do ano passado.

A Atento, empresa atuante em contact center e terceirização de processos de negócios (BPO) da Operadora de Telefonia Vivo, chegou no ES prometendo contratação com Carteira assinada, assistência médica, vale refeição ou vale alimentação, seguro de vida, assistência odontológica, vale transporte, auxílio-creche, auxílio à criança especial, bem como descontos de 10% a 50% em cursos de instituições de ensino parceiras, alguns extensíveis aos dependentes.

Mas na prática não funciona assim. O plano de saúde que a empresa oferece, por exemplo, não dispunha de atendimento no ES. Segundo uma trabalhadora, só agora, depois de um ano descontando pouco mais de R$ 12 do seu salário, é que a empresa fez um convênio com o PHS. Ela ainda não conseguiu utilizar o convênio.

A maioria dos promotores de vendas disseram que são vitimas de clientes que, por não conseguirem resolver os problemas de atendimento direto nas lojas Vivo, acabam chegando à Atento. “Eles chegam muito irritados, nos xingam, ofendem, isso porque nossas camisetas estão estampadas a marca da Vivo. E nós, diante das ameaças, temos que ficar horas ao telefone para dar uma solução para o cliente”, contou.

O presidente do Sinttel, Nilson Hoffmann, vai levar as reclamações, cobrar da empresa que cumpra o atual acordo, até que o novo seja discutido. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial, aumento real de salário, metas justas e pagamento do vale transporte em cartão.

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