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Má fé e desrespeito nas negociações de PPR na Claro

22/08/2011 - 9h20 - Sinttel-ES - Redação
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Após três reuniões, a empresa mantém os 2,2 salários e um plus limitado a 110% no caso de superação das metas no PPR. A proposta já havia sido recusada pela Comissão de Negociação dos sindicatos. Os trabalhadores querem 2,5 salários.

A operadora Claro compareceu à 3ª reunião com a Fenattel para negociar o Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2011. Porém, não houve avanços. A empresa não quis elevar sua já conhecida proposta de 2,2 salários para 2,5 como querem os trabalhadores. Entretanto, atendeu a uma velha solicitação da Comissão Nacional de Negociação dos Sindicatos da FENATTEL apresentando um histórico das metas e indicadores da PR de anos anteriores e os números para 2011.

A Comissão de Negociação Nacional manteve a rejeição pública desta proposta, insistindo na sua melhora para 2,5 e que é urgente a participação dos trabalhadores no modelo e nos critérios adotados pela empresa para o PPR.Diante da recusa, a Claro pediu um tempo para, mais uma vez, analisar o pedido dos trabalhadores, mas não respondeu à Comissão.

Empresa ameaça não pagar “antecipação” e acusa sindicatos de não levar sua proposta aos trabalhadores

No final da tarde da sexta feira (19), numa manobra de má fé, a empresa tentou desacreditar os representantes sindicais da Fenattel. Publicou na sua página, na internet, que os sindicatos haviam aceito sua medíocre proposta. Só deixou de dizer que esses sindicatos não são os 22 Sinteis filiados à Fenattel. Os que aceitaram, representam menos de 5% da categoria.

Além dessa pressão mentirosa, a empresa acusa a Comissão de Negociação da Fenattel de ter se comprometido em convocar assembléias. “Isso não é verdade e não consta das atas de reunião”, disse o presidente do Sinttel-ES, Nilson Hoffmann.

“A Claro está querendo, depois de três meses de enrolação, jogar uma pressão para cima dos sindicatos filiados à Fenattel, que representam 96% dos trabalhadores, para que convoquem assembleias e submetam a proposta (já recusada pela Comissão de Negociação) de 2,2 salários de PR na Claro”, disse.

Os maus patrões e seus representantes chantageiam os empregados, ameaçando não pagar a antecipação de PPR. “Os trabalhadores não podem cair nessa, porque a antecipação será paga pela empresa mesmo sem as assembleias”, afirma Nilson.

Proposta de PPR para os trabalhadores na Claro não reflete os resultados da empresa

A Claro conquistou seu maior “market share” (25,55%) dos últimos dois anos no 2º trimestre de 2011

Foi justamente os resultados financeiros da Claro no primeira metade do ano, que fez com que a Comissão Nacional de Negociação da Fenattel recusasse a proposta de Participação nos Resultados da empresa. “Somos contra o target de 2,2 salários de PPR porque é irreal e abaixo dos resultados conquistados pela empresa. Além disso, é muito menos do que merecem os empregados pelo resultado que geraram para Claro”.

A Claro, que obteve crescimento consolidado da marca, encerrou o 2º trimestre de 2011 com o seu maior “market share” dos últimos dois anos (25,55%). E, de acordo com o seu relatório trimestral, apresentou uma melhoria significativa dos seus indicadores econômicos e operacionais.

Veja matéria publicada na Internet. “A empresa não pode querer ser mais competitiva às custas de retirar dos trabalhadores a sua justa Participação nos Resultados. E isso tem nome: Dumping Social”, disse a Comissão de Negociação.

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