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Informalidade atinge 41,4% dos brasileiros, diz IBGE

02/10/2019 - 16h12 - Sinttel-ES - Redação
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Redação SinttelRio 02/10/2019

De acordo com o IBGE, apenas 62,4% dos trabalhadores estão contribuindo para a Previdência. Este é o menor patamar de contribuintes desde 2012. Para Vagner Freitas, presidente da CUT, essa é um dos resultados desastrosos da reforma Trabalhista que legalizou o “bico”. Também graças a essa reforma maldita e a desaceleração da economia, 41,4% dos trabalhadores brasileiros ativos estão hoje na informalidade, trabalhando sem qualquer garantia legal, sem direitos, sem proteção e sem recolher INSS.

Apesar de o nosso país ter atingindo o maior contingente de pessoas trabalhando (93,631 milhões – isso não quer dizer empregados), no trimestre encerrado em agosto, as contribuições feitas ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) atingiram o menor patamar (62,4%) desde 2012, revela recorte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dia 27.

A alta taxa de desemprego (11,8%), apesar de ter se estabilizado, ainda atinge 12,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, e a taxa informalidade (41,4% da população ocupada) registrou no trimestre encerrado em agosto um total de 38,8 milhões de brasileiros trabalhando sem direitos, sem proteção e sem ganhar o suficiente para contribuir para a aposentadoria.

A queda no percentual de trabalhadores(as) contribuindo com o INSS, revelada pelo IBGE, comprova as previsões feitas pela CUT e outras entidades sobre o aumento do trabalho precário.

TRABALHO PRECÁRIO

“No futuro próximo teremos uma legião de trabalhadores sem direito a benefícios previdenciários que poderiam garantir uma sobrevivência com o mínimo de dignidade, tanto na hora de se aposentar, quanto nas emergências de saúde, quando precisam do auxílio-doença ou quando se acidentam gravemente e se aposentam por invalidez”, conclui Vagner.

Os trabalhadores hoje na informalidade são obrigados a fazer mais de 12 horas de trabalho e estão, por exemplo, nos aplicativos de transportes como Uber, Cabify, 99, nos aplicativos de entrega de restaurantes, tais como Uber Eats, Ifood, Rappi e outros.

Estão vendendo quentinhas, doces, fazendo jornadas absurdas, ganhando mal e sem direitos. Entre os motoristas de aplicativos, tem desempregados, aposentados e trabalhadores de vários setores, inclusive do setor de telecomunicações, que aproveitam parte do tempo pós-jornada para complementar renda. Bolsonaro adora essa informalidade. Ele é contra o registro em carteira e contra os direitos trabalhistas.

Além da reforma aprovada por Temer, ele fez uma minirreforma e está acabando com mais direitos. Ele acha, segundo suas próprias declarações “um absurdo um empresário ou um patrão se desfazer de bens para pagar dívidas trabalhistas”. Absurdo, na nossa opinião é quase metade da população ativa estar hoje na informalidade sem qualquer direito.

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