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Hallen afirma no MPT-ES que regularizará pagamentos até fev/23

12/12/2022 - 17h44 - Sinttel-ES - Tania Trento
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Sinttel-ES convoca Hallen e Vivo para reunião no Ministério Público do Trabalho. Depois de confessar a má gestão administrativa e financeira dos ex-gestores, prestadora assumiu o compromisso de regularizar os pagamentos até fevereiro do ano que vem.

A reunião de mediação na Procuradoria do Ministério Público do Trabalho (MPT-ES) aconteceu por vídeoconferência no dia 2 de dezembro. Para resolver os sérios e permanentes problemas da contratada da Telefonica Vivo no ES, o SINTTEL-ES convocou a Hallen e a Vivo, para na presença da procuradora Ana Lúcia Coelho de Lima, colocar o fim nos prejuízos que os empregados vêm sofrendo.

Em cima: Deyvis Ricardo Mendes e Dra. Rowena Tabachi (Hallen) e Dra. Ana Lúcia Coelho de Lima (Procuradora do MPT-ES). Embaixo: Jéssica Barros Goes e Dra. Kassia de Souza Vieira (Vivo), Reginaldo Biluca e Nilson Hoffmann (Sinttel-ES).

Lembrando que como própria empresa confessou à procuradora, os problemas financeiros foram causados por gestores que priorizaram os bolsos em detrimento dos/as empregados/as.  Veja nas palavras da Dra. Rowena Tabachi, advogada da Hallen:

A patrona (representante) da Hallen informa que a empresa passou por um momento de venda e difculdade fnanceira, em razão da má gestão; que a partir de abril/2022, com a venda, observaram que a empresa não estava priorizando os trabalhadores; que a partir de novembro houve uma nova alteração societária, com a retomada da gestão anterior, visando, além de outras, regularizar as questões trabalhistas pendentes.

O SINTTEL-ES cobrou os pagamentos de tíquete e aluguel dos carros agregados atrasados que vêm ocorrendo, o não pagamento dos direitos nas rescisões trabalhistas dos demitidos; como multa do FGTS; o impedimento de sacar o dinheiro do FGTS pois a empresa não deposita o que desconta no contracheque do trabahador; não respeita a jornada de 6 horas para o pessoal do Teleatendimento, entre outras irregularidades.

O representante da empresa (preposto), Deyvis Ricardo Mendes, disse  à procuradora que anteciparam o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro; que estão pagando o tíquete alimentação parcelado, mas que pretendem regularizar o pagamento integralmente, no máximo, no início de fevereiro/2023.

A verdade é que essa história na Hallen já rola a tanto tempo que não dá pra confiar.

No início da audiência, quando o Sindicato idenficou os problemas para a procuradora, a advogada da empresa tentou contemporizar, tirar por menos, justificando que na questão dos demitidos o Sinttel já tem uma ação trabalhista cobrando da empresa as irregularidades cometidas.

Porém, o Sinttel retrucou, afirmando que a Hallen não atendeu ao pedido do Sindicato para que apresentasse os Termos de Rescisões de Contratos de Trabalho (TRCT) dos demitidos, nos últimos dois anos, para verificação. Muitos trabalhadores receberam um calote da empresa e que a ação contempla parcialmente alguns ex-empregados.

A advogada também foi desmentida quando disse que a empresa tinha regularizado o pagamento do tíquete, do plano de saúde, do 13º Salário, e que fizeram pedido junto a CEF de parcelamento do FGTS. O Sinttel já perdeu as contas de quantas vezes a empresa disse que fez esse pedido.

Os diretores Reginaldo Biluca e Nilson Hoffmann informaram à procuradora que há também trabalhadores da ativa prejudicados em relação ao FGTS, pois teriam o direito de saque de R$1.000,00e não conseguem, pois a empresa não deposita o que desconta dos empregados.

Na época que o Sindicato pediu informação sobre o que foi pago aos demitidos, o proprietário anterior da empresa disse que não estava passando por auditoria do sindicato. Ou seja, os trabalhadores ficam sem informação, sem saber o quanto têm de direito a receber, pois ainda não houve a individualização do FGTS.

A procuradora deu prazo de sete dias para que a empresa apresente ao MPT uma relação dos trabalhadores
que foram dispensados no último ano e o extrato de FGTS em aberto dos trabalhadores dispensados, com uma proposta de quitação do que a empresa deve.

Administrativos ou Teleoperadores?

Outra irregularidade na Hallen é a jornada dos trabalhadores de apoio operacional pós e agendamento que se
enquadram na atividade de teleatendimento de 6h e não 8h.

Os representantes da Hallen esclareceram que esses trabalhadores são o suporte técnico, tendo em vista que não desempenham o teleatendimento durante todo o tempo. Afirmaram que são dez trabalhadores na atividade cujo agendamento é feito pela VIVO e as comunicações via WhatsApp.

A Procuradora propôs à Hallen fazer readequação do número de trabalhadores que estão fazendo atendimento via
WhastApp ou telefone para que façam a jornada especial de teleatendimento de 6h. A empresa ficou de apresentar uma proposta para o SINTTEL-ES.

Com tantas pendências, a procuradora deu um prazo de 30 dias para que a empresa e sindicato resolvam as questões.

 

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