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Grupo Claro ultrapassa a Vivo/GVT

08/12/2015 - 9h04 - Sinttel-ES - Redação
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Mais dois dias de negociação e a proposta conseguiu ser pior que a feita pela Vivo/GVT

Após dois dias de intensos debates entre os integrantes da Comissão de Negociações dos/as trabalhadores/as (Fenattel) e os imagemrepresentantes da Claro, não foi possível construir um entendimento e formular uma proposta de acordo digna de ser discutida em assembleia dos trabalhadores.

Por isso, foi rejeitada, ali mesmo.

Na primeira reunião, realizada no início de novembro, terminou com uma proposta pífia de reajuste salarial de 6% na data base (set/15) e de 6% sobre o valor do auxílio-creche e do auxílio-educação especial em jan/16. E para o auxílio-alimentação (Vale-alimentação), a empresa quer congelar os valores praticados, oferecendo um abono de R$500.

Nessa segunda reunião, o Grupo Claro adotou o estilo CONTA-GOTAS e ofereceu mais 0,5% de reajuste na data base, somando 6,5%. E, na maior cara de pau, parcelou a reposição da inflação, com uma segunda parcela de 1,4% em jan/16. Pra variar, ofereceu um abono correspondente a 18% do salário base.

Já para os valores do auxílio-creche e do auxílio -educação especial da Embratel haveria correção em 6,5% e passariam a valer imagem1também para a Claro, retroativo a de set/15.

O Vale-alimentação, contudo, permaneceria sem qualquer alteração, como se os preços de alimentos não subissem de preço todo dia. Em troca o Grupo Claro oferece um abono indenizatório de até R$ 740,00.

ESSA PROPOSTA É PIOR QUE A DA VIVO.

O Grupo Claro quer impor um único Acordo Coletivo para a Claro e a Embratel. Mas só quer tirar e não dar nada. O que é maior em um, reduz para ficar igual e vice versa. Ou seja, é de uma maldade, de um desrespeito absurdo para com os/as empregados/as.

A empresa quer fazer os /as trabalhadores/as pagarem a conta pela fusão das operadoras.
Os trabalhadores/as não foram chamados a opinarem quando os donos fizeram a negociação. Agora querem que os/as empregados assumam os prejuízos. Isso é tirano!

Operadoras se unem contra os/as trabalhadores

Ficou EVIDENTE que o Grupo Claro recuou em sua proposta, apostando que as assembleias da Vivo/GVT aceitassem as migalhas daquela empresa.

Na Vivo/GVT proposta SIMILAR à Claro/Embratel foi recusada em massa e tem indicativo de GREVE naquela empresa para dia 14/12.
O saldo só não foi mais desastroso porque os dirigentes sindicais conseguiram garantir a manutenção de uma série de benefícios e condições que a empresa procurava retirar dos trabalhadores no processo de unificação dos acordos da Claro e da Embratel.

Assim, ficaram assegurados, para aqueles que já tinham direito ao benefício, o adiantamento parcelado de férias e o auxílio-creche para os empregados pais. Além disso, benefícios ou condições que somente existiam em uma das empresas foi estendido para a outra, ainda que com algumas modificações, como a salvaguarda aos aposentáveis, por exemplo.

O Grupo Claro ainda quer pagar horas extras só com os percentuais estabelecidos pela CLT, retirando assim percentuais maiores conquistados pelos/as empregados/as

RETROCESSO GRAVE

Quanto ao banco de horas a nova empresa também quer adotar o modelo menos benéfico aos/às trabalhadores/as
Os representantes sindical manifestaram seu profundo descontentamento com a proposta da empresa por deixar de atender questões essenciais como a reposição integral das perdas (INPC) e, por zerar mais uma vez o reajuste dos valores do programa de alimentação. Agora esperamos que o Grupo CLARO volte à mesa de negociação urgente. Esperamos que nesses próximos dias a Claro recobre o bom senso, refaça suas contas, reavalie suas premissas e retorne à mesa de negociação. Afinal de contas, esta foi apenas nossa segunda rodada de debates.

Enfrentar as empresas para não perder garantias nos acordos coletivos

As negociações coletivas, desse ano, nas operadoras de telecomunicação tem um viés único: retirar conquistas, nivelar os reajustes bem abaixo da inflação, congelar valores do auxílio-alimentação e discriminar trabalhadores/trabalhadoras. Tudo sob a máxima da fusão e formação de mega empresas do setor.

Grupos empresariais, ávidos pelo lucro e pelo mercado, compram empresas e se fortalecendo para enfrentar os concorrentes. E passam por cima dos/as empregados. Reduzem salários, benefícios, cortam direitos adquiridos com muita luta e organização.

É preciso encarar esse desafio e mostrar para as empresas que os/as trabalhadores/as vão resistir às chantagens, às picaretagens e armadilhas impostas.

A Vivo/GVT será a primeira a ter que, ou rever sua proposta maléfica de Acordo Coletivo, ou enfrentar os sindicatos nos tribunais de todo o país com os dissídios coletivos.

A próxima será o Grupo Claro. Aguardem!

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