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Em defesa da Oi, dos empregos e abertura das negociações coletivas

23/10/2019 - 18h38 - Sinttel-ES - Redação
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Ilustração – marlonludo@gmail.com

Os trabalhadores da Oi, preocupados com notícias veiculadas em diversas mídias nos últimos dias, dando conta de um plano de recuperação preparado a pedido do Conselho de Administração, rechaçam a recomendação de fatiamento da empresa em duas: uma para operação dos serviços fixos, outra dos serviços móveis.

Tal plano prevê a posterior venda da móvel para fazer caixa e concentrar a operação nos backbones e nos serviços via fibra ótica, pretendendo, com isto,“concentrar” esforços e transformar a empresa numa grande fornecedora de serviços às operadoras que já atuam no mercado (Claro, Tim e Vivo), bem como aos inúmeros provedores espalhados pelo país.

Como se já não bastasse este absurdo, pois tal “modelo” de empresa não encontra paralelo em nenhum lugar do mundo, ainda consta nessa proposta um corte de 30% no quadro de pessoal. Isso significa algo em torno de 3.000 demissões.

Alimentar os fundos abutres
O que se esconde por trás disto é o interesse único e exclusivo de gerar receita no curto prazo para alimentar os fundos abutres que compraram ações da empresa por uma ninharia – centavos de dólar – e querem se locupletar com bilhões rapidamente com a venda do braço celular, mesmo que isto signifique no médio prazo o fim da empresa e, por consequência direta, dos empregos.

Para levar a cabo esta e outras barbaridades, o atual Conselho de Administração até já teria escolhido um novo presidente para substituir Eurico Teles no comando da empresa.

Se dependesse exclusivamente deles a troca já teria sido feita e um nome “ligado ao mercado” e, que diga-se de passagem atuou no setor com resultados pífios, teria assumido a operadora.

Na verdade, assumiria para ser o “coveiro” da Oi.

Basta de intromissões e abusos

Os trabalhadores não aceitarão este absurdo e farão tudo para evitar estas medidas, que levarão a milhares de demissões no curto prazo e ao fim da empresa no médio prazo, trazendo mais e mais demissões.

A Oi emprega hoje, direta e indiretamente, quase cem mil trabalhadores. Que, a despeito de inúmeros erros gerenciais ao longo dos anos, sempre suaram a camisa para manter a empresa viva. Se não fosse por eles a empresa teria quebrado a muito tempo!

No governo federal não encontramos nenhum tipo de apoio. Acabou o ministério do Trabalho. O ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações vive no mundo da Lua. O ministro da Economia é um milionário que ganhou fortunas como investidor no mercado financeiro agindo como os fundos abutres agem.

Negociações Salariais já

Há alguns dias encaminhamos um documento ao presidente da empresa cobrando a imediata abertura das negociações coletivas e, apesar da resposta positiva, até agora nenhuma reunião foi agendada.

Com as demais operadoras já chegamos a um entendimento e até as assembleias para aprovação já ocorreram, casos da Tim e da Vivo e em vias disto na Claro.

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