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Começam negociações salariais nas operadoras Tim, Vivo e Algar

28/07/2020 - 19h26 - Sinttel-ES - Redação
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Garantir saúde, emprego, salários e benefícios, PPR e regulamentar o home office são os desafios que a Federação Livre e seus sindicatos vão enfrentar na negociação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) com as operadoras de Telefonia.

A data base é 1º de setembro, mas o cenário de crise pandêmica, econômica e política, com um desgoverno que paira sobre a classe trabalhadora, alerta para uma campanha salarial difícil. Porém, a categoria foi e continua sendo essencial, mantendo o Brasil conectado. Agora, é hora de esforço, mas também de reconhecimento.

A Federação Livre e seus os sindicatos (Sinttel AM, CE, ES, PE, RN, RJ e RO) convocam os/as trabalhadores/as nas operadoras Tim, Vivo, Claro e Algar para discutir e deliberar sobre a pauta de reivindicações que será levada à apreciação das Operadoras.

Assembleia de aprovação da pauta

A assembleia virtual está prevista para ser realizada das 7 às 19 horas (horário de Brasília), no dia 30 de julho, em plataforma on line. Para participar, acesse o  link https://sinttel.votabem.com.br  no dia o horário em que a votação estará aberta para trabalhadores na TIM, VIVO e ALGAR.

Ao contrário da TIM, VIVO e ALGAR, a operadora  Claro não forneceu dados dos seus empregados – nome, matrícula funcional e data de nascimento – que permitiriam a identificação deles na plataforma de votação https://sinttel.votebem.com.br Essa atitude antissindical não permitirá que os/as trabalhadores/as possam participar da assembleia online que a Federação está realizando para aprovação da pauta de reivindicações.

Estratégia

Estratégia

As comissões de trabalhadores da Livre para as negociações com a TIM, Vivo, Claro e Algar se reuniram virtualmente e definiram os objetivos:

1 – Garantir os empregos – Neste momento de pandemia e na [pós]pandemia é preciso garantir que as Operadoras não demitam. Afinal, os/as “colaboradores/as” estiveram, e ainda estão, na linha de frente, trabalhando em casa, no regime de home office, sem as condições adequadas. Garantir estabilidade é fundamental para a retomada do crescimento.

2- Saúde – A volta ao trabalho, seja dentro das empresas, ou em continuação pelo home office, terá que priorizar a Saúde dos/as trabalhadores/as.

3 – Salários e benefícios – Os ACTs precisam garantir a renda e os benefícios, na mesma linha dos acordos emergenciais que a Federação Livre negociou com as Operadoras no inicio da pandemia de Coronavírus.

4 – Reajuste Salarial – Restabelecer o poder de compra dos salários pela INPC-IBGE e ganho real.

5) – PPR/PLR – Manter os programas de PPR/PLR, garantido a participação nos lucros  pois é estímulo para trabalhadores e empresas superarem a crise. “Se a sociedade está trabalhando e conectada, onde a educação, a saúde e diversos outros setores não pararam, a participação nos lucros é o reconhecimento”, destaca o presidente.

6) – Manutenção dos ACTs por 2 anos – Garantir as atuais condições de salários e benefícios. Os acordos em vigor devem ser mantidos e por 2 anos.

O presidente da Federação Livre, Luís Antônio Sousa e Silva, se mostra confiante, apesar de uma realidade tão adversa, no Brasil e no mundo. “Ainda vamos trabalhar com uma pandemia prolongada, mas temos que resguardar os/as trabalhadores/as para que as empresas fiquem tranquilas e os empregados também”.

Regulamentar o home office

A maioria dos/as trabalhadores/as nas operadoras estão em regime de home office. Cerca de 90% dos teleoperadores também estão trabalhando em casa, sem regulamentação e regras que começaram com o afogadilho da  Medida Provisória – que o instituiu – e que já perdeu a validade, pois não foi votada pelo Congresso Nacional.  A Federação Livre quer regras para o home office.

“É preciso normatizar o trabalho feito em casa. Tempo de trabalho, conexão, desconexão, hora extra, ergonomia  e manutenção das despesas como energia e internet, por exemplo”, explica Luís.

Outra preocupação da Federação Livre é fazer uma negociação pontual, priorizando o que é importante nesse momento. “Não será possível estabelecer discussões sobre 85 cláusulas dos atuais Acordos e ainda mais 42 cláusulas dos acordos emergenciais que instituíram, entre outras medidas, a suspensão de contratos e redução de jornada e salário.

Comissão de negociação da Livre

Tim – Coordenador Nilson Hoffmann (Sinttel-ES) – Serginho (SinttelRio), João Alberto (Sinttel-CE) e João Félix (Sinttel-PE)

Vivo – Coordenadora Vânia SinttelRio), Reginaldo Biluca (Sinttel-ES) Anchieta (Sinttel-PE), Stela (Sinttel-CE).

Claro – Coordenador João Cesar (Sinttel-CE), Gilberto Oliveira (Sinttel-PE), Gilberto Martins (Sinttel-RN), Amaral (Sinttel-AM) Virginia Berriel (SinttelRio)

Contato

A Federação Livre mantém um canal de comunicação nesta campanha  livre@federacaolivre.org.br. Todas as informações e boletins informativos estarão à disposição no site e nas redes sociais

     

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