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CLARO ouve sindicatos, mas reajuste no Plano de Saúde não muda

04/11/2022 - 15h22 - Sinttel-ES - Tania Trento
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Contribuição fixa por dependente sairá de R$5,40 para R$ 27,00 em janeiro para os/as trabalhadores/as enquadrados/as nas categorias profissionais de A01 a A05, P1, P2, S1 e S2, cujos salários são os menores pagos na Claro Brasil. Um aumento de 500%. E quem não quiser, pode optar por um outro plano chinfrim, pagando R$ 10,00, mas sem as mesmas condições de atendimento e rede credenciada. 

A CLARO não aceitou nenhuma das reivindicações da Comissão de Negociação da FEDERAÇÃO LiVRE visando negociar alternativas mais baratas para os trabalhadores que usam os planos de saúde oferecidos pela empresa, sem que percam qualidade.

Na telerreunião, realizada nesta quarta-feira, 3/11, a empresa não arredou pé da implantação das mudanças, já anunciadas, e que devem entrar em vigor no dia 1º de janeiro/23.

Os argumentos do gerente de relações trabalhistas da CLARO, Fabiano Guimarães, depois de explicar as mudanças impostas, foi, principalmente confessar que os reajustes e mudanças nos planos de saúde vazaram antes que a empresa pudesse fazer uma comunicação detalhada aos trabalhadores e aos sindicatos. O que, segundo ele, será compreendido e aceito por todos, sem transtornos. Duvidamos!

Como justificativa, a CLARO alegou que mantém os planos sem reajuste há três anos. Ou seja, justificou o inaceitável.

Diante disso, a FEDERAÇÃO LiVRE afirmou que tal justificativa não lhes dava o direito de acrescentar essa nova despesa aos salários, até mesmo porque o reajuste foi aplicado de forma silenciosa, onde muitos trabalhadores sequer conhecem.

Para isso, a empresa alegou que distribuiu o reajuste cobrado pela administradora dos planos, fato que só comprova a situação ilegal, pois há, pelo menos, duas administradoras: Unimed Seguros e Bradesco.

Penalizar e precarizar

A CLARO – unilateralmente como é a sua prática – aumentou as contribuições fixas para os dependentes e a coparticipação para os planos de saúde Unimed e Bradesco que oferece aos empregados, primando por penalizar os mais vulneráveis na base da pirâmide do seu quadro de pessoal.

Para os diretores (DIR), gerentes (G e G5, CS e CSR), Administrativos (P3 e S3, C1 a C3 e E1 a E3) o aumento da contribuição fixa por dependente foi 29,62%. Já para o galerão (A01 a A05, P1, P2, S1 e S2) o percentual foi de 500%.  (Veja imagem da tabela de contribuição). Simples: quem ganha menos teve o maior reajuste.  Muito justo, né não?

Se fosse só isso, dava para respirar, afinal a gente sabe que tudo está pela hora da morte no mercado, na padaria, no posto de combustível.

A operadora — que tem como dono o cara mais rico do continente americano, Carlos Slim, cuja fortuna esta avaliada em 81,2 Bilhões de dólares, ou R$ 406 bilhões – (câmbio de 1 dolar=5 reais) — ainda aumentou a coparticipação de todos os empregados para as consultas eletivas e em prontos socorros de 20 para 25 reais e as sessões de terapia para 10 reais. Antes as sessões não tinham coparticipação.

Isso vem como uma paulada na cabeça de muitos trabalhadores na CLARO que sofrem com várias doenças psicológicas decorrentes da pandemia. Em geral, estudos mostram que a saúde mental dos brasileiros teve uma piora significativa após a COVID-19.

Outra pancada receberam pais e mães com filhos portadores de deficiências (PCD) que precisam da ajuda de terapeutas, psiquiatras, fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos, educadores.

Na reunião, uma trabalhadora demonstrou que tem um filho PCD e o marido que fazem terapias semanalmente. Só com as sessões, 30% do salário dela é destinado ao pagamento do plano de saúde. (Veja tabela).

Plano compacto da Unimed

E para aqueles/as trabalhadores/as que não puderem arcar com os reajustes, a CLARO dispôs uma opção pelo plano compacto, pagando uma contribuição fixa por dependente de R$ 10,00. A CLARO lava as mãos:

“o plano compacto conta com acomodação semiprivativa, a mesma cobertura de procedimentos e valores de reembolso do plano atual. A única diferença entre eles está na rede credenciada, hospitais e laboratórios” .

Ora, se hoje existem dezenas de credenciados que não atendem, dependendo da cidade e do estado, imagine no plano compacto em que, segundo a CLARO, a diferença está no tipo de hospital, clínicas e laboratórios?

E os novos admitidos na empresa entram nos novos planos.

Telemedicina

Único item que não gera coparticipação para  o trabalhador é a Telemedicina. “Há evidente intenção da CLARO e dos planos de saúde Unimed e Bradesco contratados por ela, de levar os funcionários a usarem a telemedicina, que não tem coparticipação, em vez das consultas médicas ou os prontos socorros. A Telemedicina — consulta via câmera do telefone ou computador pela internet—  é um sistema ainda embrionário e o povo não conhece”, afirmou o coordenador da Comissão de Negociação da FEDERAÇÃO LiVRE, João Cezar.

E continuou: “Nós precisamos saber porque os trabalhadores estão usando mais os prontos-socorros, como alegou a CLARO para justificar o aumento da coparticipação, em vez de consultas eletivas. Não seria porque a rede credenciada não dá conta? Que a marcação de consultas superam os 30 dias?

Ele fez outros questionamentos como: A CLARO vai aceitar consultas por telemedicina durante o horário de trabalho? Qual o tempo de uma consulta pela Telemedicina? A Claro vai aceitar atestado médico fornecido em consulta por telemedicina?

Para a Comissão de Negociação da FEDERAÇÃO LiVRE a CLARO precisa ser transparente e apresentar aos sindicatos qual o real impacto financeiro dos procedimentos realizados nos planos de saúde. E discutir como amenizar os custos para os trabalhadores e trabalhadoras. Não sendo assim, não há como aceitar passivamente uma mudança que interfere na renda e na saúde das famílias dos trabalhadores na Operadora.

Um novo encontro foi solicitado. Até lá, o SINTTEL-ES convoca os trabalhadores a enviarem pelo Whats App do Sindicato  27 98889-6368 as reclamações explicitanto as dificuldades, relatando o aumento das despesas, para que tenhamos argumentos concretos para apresentar na reunião.

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