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Claro quer dar 4% de reajuste em fevereiro e PPR em abril/23

15/09/2022 - 14h18 - Sinttel-ES - Tania Trento
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 CLARO copia modelo de negociação de outras operadoras. Propõe reajuste mínimo e muito distante da data base: 4% de reposição nos salários em fevereiro do ano que vem, quando o INPC acumulado de setembro foi de 8,82%. Essa é a perda dos salários e que precisa sem compensada de forma integral e imediata. 

A telerreunião com a CLARO na manhã desta quinta-feira, 15, foi bem rápida. A empresa veio com uma proposta tão escabrosa, que, assim, que apresentou os índices de reajuste para salários e benefícios, já emendou uma próxima reunião para o dia 21 de setembro, as 10 horas. Ou seja, nem a empresa acreditava na sua proposta e que, talvez por um milagre, seria aceita pela Comissão de Negociação da Federação LiVRE. A proposta foi rejeitada na mesma velocidade.

Essa estratégia é uma forma de enrolar os trabalhadores. O GRUPO CLARO, como sempre faz, desrespeita a data base e espera todas as negociações com outras operadoras para nivelar por baixo.

Estamos no dia 15 de setembro, mês em que as negociações já deveriam estar concluídas e os empregados já sabendo o quanto seus salários e benefícios teriam de reajuste. A inflação come o poder de compra dos salários a cada minuto e a CLARO que reajustar os salários no ano que vem.

PROPOSTA DA EMPRESA:

Reunião desnecessária

Para o Coordenador da Comissão de Negociação dos Trabalhadores na Federação LiVRE, João Cezar (Sinttel-CE), a proposta da CLARO reflete a prática de outras negociações. “Desde a pré-pandemia, que a operadora adotou esse modelo, oferecendo migalhas, com índices mínimos e pós a data base.  Aí, depois de cançar a todos com várias reuniões infrutíferas, apresenta uma proposta de abono compensatório para fisgar os trabalhadores. Um engodo”, disse João.

Diferenças VA e VR entre os trabalhadores

A Comissão destacou, na reunião, a indiferença da empresa para as graves distorções no pagamento do benefício VA e VR para trabalhadores de acordo com a data de admissão.

Segundo o coordenador, há cinco anos essa reivindicação vem sendo colocada na pauta de reivindicações e a empresa não acena com qualquer possibidade de igualar o benefício.

“Desde 2017 esse descalabro acontece e a CLARO não vê que pagar VA VR e VR nas férias com valores diferentes para os trabalhadores é uma baita discriminação. É preciso equalizar essas diferenças e aplicar o INPC integral para essas cláusulas econômicas que estamos negociando”, cobrou João.

O presidente do Sinttel-RN, Gilberto Pirajá, criticou a proposta de pagamento do PPR em Abril. “Por quê mudar? Os trabalhadores já contam com esse pagamento antes do Carnaval, no mês de março”.

A próxima reunião precisa de mais seriedade. E o Sinttel-ES está presente com Nilson Hoffmann, presidente do sindicato.

A Comissão de Negociação da Federação Livre na CLARO é formada pelo coordenador João Cezar (Sinttel-CE), Gilberto Pirajá (Sinttel-RN), Gilberto Oliveira (Sinttel-PE) Amaral (Sinttel-AM) e Virgínia Berriel (Sinttel-Rio).

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