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Rompimento da Barragem da Vale: 150 mortos, 182 desaparecidos

28/01/2019 - 12h28 - Sinttel-ES - Redação
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A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou, no início da tarde desta quarta-feira (6), o número de vítimas do rompimento da barragem Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Até o momento, 150 corpos já foram resgatados.

A Polícia Civil identificou 134 mortos e 182 pessoas seguem desaparecidas. As informações foram dadas pelo tenente coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil Estadual de Minas Gerais.

por Redação RBA e Carta Capital publicado 28/01/2019
DIVULGAÇÃO/CORPO DE BOMBEIROS
Lama Brumadinho

Camada de lama de até 15 metros dificulta esforços de salvamento no Córrego do Feijão em Brumadinho

RBA/São Paulo – Os riscos de novo rompimento no complexo de barragens da Vale, em Brumadinho, Minas Gerais, diminuiu e as buscas por sobreviventes e mortos continuam na manhã desta segunda-feira (28). Segundo a Defesa Civil, são 58 mortos e 305 desaparecidos em decorrência do rompimento de uma barragem da mineradora na região na última sexta-feira (25). Até o momento, 192 pessoas foram resgatadas com vida.

Só no domingo, 21 corpos foram localizados e 19 dos 58 mortos já foram identificados. O número de desaparecidos aumentou na medida em que mais famílias procuraram as equipes de salvamento para cadastrarem o nome de parentes que não foram contactados desde o ocorrido.

As buscas só foram retomadas durante a tarde, depois que a mineradora conseguiu drenar parte da água da represa. As famílias se revoltaram com a paralisação e a falta de informação. Eles pediam a participação do Exército no esforço de salvamento. Com o reinício das buscas, outro ônibus foi encontrado, mas ainda não há informações sobre o número de vítimas. No sábado (26), um ônibus soterrado pela lama foi localizado contendo dez corpos.

Segundo o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, há pontos do Córrego do Feijão em que a camada de lama de rejeitos de mineração alcança até 15 metros. Ele também reconheceu que, pela vastidão da área atingida, somada à quantidade de lama, corpos de vítimas poderão não serem encontrados.

Segundo o Movimento do Atingidos por Barragens (MAB), a represa que teve uma das suas barragens rompida contém de 3 milhões a 4 milhões de metros cúbicos de água, e mais 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos, e a lama oriunda do rompimento pode atingir 19 municípios que ficam às margens do Rio Paraopeba.

Segundo ainda nota divulgada pelo MAB, a lama do Córrego do Feijão, cuja barragem se rompeu na sexta-feira (25), pode chegar a 19 municípios, comprometendo o abastecimento de água de cerca de 1 milhão de pessoas.

Nesta segunda (28), os resgates recomeçam com o auxílio de 136 militares israelenses, cães farejadores e equipamentos. Apesar de todo o esforço ser considerado bem-vindo, chama a atenção o emprego de militares estrangeiros, sem que as Forças Armadas brasileiras tenham se engajado no salvamento das vítimas.

Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), o rompimento da barragem de Brumadinho deve significar um dos mais graves eventos de violação às normas de segurança do trabalho na história da mineração no Brasil. O órgão chamou a atenção para a reincidência de violações de normas de segurança na mesma região onde pouco mais de três anos antes outra evento semelhante assolou o município de Mariana, quando outra barragem da mineradora Samarco – controlada pela Vale e pelo grupo pelo grupo BHP Billiton – se rompeu, matando 19 pessoas.

Em três ações na Justiça movidas pelo Ministério Público de Minas Gerais, a mineradora teve R$ 11 bilhões bloqueados para que possam ser utilizados no para reparar a população atingida. Durante a madrugada, a Vale anunciou a suspensão do pagamento de dividendos a acionistas e de bônus financeiros a executivos da empresa, mas não divulgou valores afetados pela suspensão.

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Carta Capital –  As buscas por vítimas e sobreviventes do rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, foram retomadas na manhã desta segunda-feira (28). O risco de ruptura em uma segunda barragem, dessa vez de água, na noite de domingo (27) havia suspendido os trabalhos por pelo menos dez horas.

A defesa civil de Minas Gerais confirmou em seu último boletim 60 mortes. Desses, 19 foram identificados. Até agora 192 pessoas foram resgatadas e 292 vítimas ainda estão desaparecidas.

As buscas entraram em seu quarto dia. Além dos 270 brasileiros de diferentes órgãos, militares de Israel devem auxiliar na missão de resgate. Entre as vítimas estão trabalhadores da Vale, de locais que ficam nas imediações e moradores da região.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), afirmou em entrevista nesta manhã que os militares devem “contribuir muito para encontrar novos sobreviventes”.

A perspectiva do chefe de operações do Corpo de Bombeiros, o tenente coronel Eduardo Angelo, é menos otimista. No domingo ele afirmou que “a partir de agora as chances de encontrar pessoas com vidas são muito pequenas”.

A barragem que ficava no Córrego do Fundão se rompeu no início da tarde de sexta-feira 25. A lama passou por cima de uma pousada, centros administrativos da Vale, e pela zona rural do município.

O local da pousada foi identificada pelos Bombeiros, mas o edifício, completamente levado pela lama. Estima-se que ao menos 35 pessoas estavam no local na hora do desastre. Um ônibus também foi encontrado. Ainda não se sabe quantas pessoas estavam nele.

O refeitório da Vale também foi arrastado pela lama e seus destroços podem ter sido levados para quilômetros de distância, segundo corporação. No local a profundidade da lama chega a 15 metros.

Os bombeiros admitiram ainda que tendo em vista o tamanho do desastre existe a possibilidade de alguns corpos nunca serem encontrados. As chuvas dificultaram bastante o trabalho de resgate no primeiros dias. Agora, com a lama mais sólida, a tendência é que o resgate se intensifique, inclusive com a ajuda de cães farejadores.

 

 

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