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As empresas de telecom precisam cuidar dos colaboradores!

21/03/2020 - 11h31 - Sinttel-ES - Redação
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As reclamações chegam por meio de mensagens do canal Whats App, por telefone, pelo E-mail. E a pergunta que o trabalhar faz é: O que o sindicato pode fazer pra gente, pois estamos expostos?

Ao contrário das empresas que prezam pelos contratos e as determinações da Anatel e Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC), o Sinttel está preocupado com  a pandemia de Coronavírus – que é uma ameça real à vida – para os trabalhadores nas empresas de Telecom, como qualquer ser humano está preocupado com o seu semelhante.

A categoria vive uma situação em que os serviços que ela presta às empresas de telefonia, seja na instalação, seja nos call centers, não podem parar (veja abaixo decreto do governo baixado em 20/03).

Porém, a exposição que enfrentam devido às visitas aos  clientes para instalação e manutenção das redes de telefonia, TV e internet, e, aos ambientes concentrados de operadores/as e fechados dos call centers deixam os “colaboradores” extremamente preocupados com a suas vidas e de suas famílias.

O MCTIC publicou na sexta-feira, 20, uma  portaria criando o Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19 (novo coronavírus) nas Comunicações. O Comitê foi batizado de “Rede Conectada MCTIC”.

E o objetivo do comitê é realizar, “de forma sinérgica, a supervisão e o monitoramento das atividades do setor de Comunicações” com vistas a preservar a integridade das redes das operadoras de telecomunicações e radiodifusão e continuidade dos serviços com níveis de qualidade diante da possibilidade de aumento de tráfego diante da crise da pandemia do coronavírus. (informação do site Teletime | 20/03/20 12:03) .

Além disso, a Anatel e setor de telecom firmaram um compromisso público para manter Brasil conectado.

Pois é, enquanto os trabalhadores pedem a ajuda dos sindicatos para cessarem as atividades, a Anatel e o MCTIC caminham no sentido inverso. Querem implementar a atividade para preservar a integridade das redes das operadoras, a continuidade do serviço e com níveis de qualidade. No Rio, o SinttelRio já organiza greve em algumas empresas, para forçar uma mudança de comportamento e proteção aos empregados/as.

A Livre – Federação de trabalhadores em Telecom nos estados ES, CE, AM, RN, PE, RJ RO negociou com a Telefônica Vivo a adoção de Férias Coletivas.O Acordo diminui a burocracia, como prazos a serem cumpridos, para as empresas adotarem a medida que pode proporcionar a quarentena em casa de  muitos empregados.

Mas a situação pior está no call center. Veja relato de uma trabalhadora capixaba:

Outra situação vivida pelos trabalhadores é a dos prestadores de serviços em rede para as operadoras, fazendo instalação e reparo nas residências dos clientes. Ouça relato:

Na terça, 17/03, o Sinttel notificou as empresas de telecomunicações de todo o Estado quanto à necessidade da proteção com a adoção de medidas que visem reduzir a propagação da doença nos locais de trabalho, através da ampla e efetiva promoção das diretrizes divulgadas pelos órgãos governamentais e pede a abertura de negociações para reduzir impactos e prejuízos à categoria, diante da crise econômica que acompanha o surto. 

A principal reivindicação documento é a estabilidade de 6 meses. Para o Sinttel-ES, a garantia de trabalho pode ajudar muito nesse momento de insegurança sanitária e promover a estabilidade das famílias. Outras revindicações são:  a garantia quanto ao teste de disgnóstico e atendimento amplo dos planos de saúde, a aceitação de atestados médicos, o pagamento dos salários mesmo após os 15 dias de afastamento, para evitar as filas e burocracias do INSS que vem pagando os auxílios com atraso, a flexibilização do horário de trabalho e adoção do teletrabalho (home office), a manutenção do ambiente limpo e seguro, e etc.

Governo decretou que Telecomunicações e Internet são serviços essenciais e não podem ser interrompidos

DECRETO Nº 10.282, DE 20 DE MARÇO DE 2020

O que as empresas estão fazendo?

As empresas adotaram procedimentos muito parecidos, tanto nos call centers quanto nas prestadoras de serviço de instalação e manutenção de telefones, TV, internet.

Os maiores call centers estão fazendo a higiene dos locais, separando os operadores, dando férias coletivas para aquelas funções não essenciais (ativos de captação), melhorando a ventilação dos ambientes e colocando em isolamento os/as trabalhadores/as sintomáticos, que tem filhos e pais idosos, grávidas entre outros casos específicos. Ao sinal de qualquer sintoma, o departamento médico está de plantão. Na Sollo, que presta serviços à operadora Vivo, Unimed e outras empresas,  muitos operadores estão em home office. Na BrasilCenter (grupo Claro), o maior call center com cerca de 2 mil teleoperadores a empresa não implantou o sistema porque não tem a expertise.

Nas empresas prestadores de serviço em redes a orientação básica é :

 

Centrais criticam proposta ‘vampiresca’ contra trabalhadores e pedem diálogo social

Sindicalistas afirmam que quem trabalha não pode ser punido pela crise

As centrais sindicais divulgaram nesta sexta-feira (20) nota em que criticam medidas anunciadas pelo governo contra a crise do coronavírus, que permitem, inclusive, redução de jornada e salários em até 50%. Para as entidades, trata-se de uma proposta “vampiresca”.

“Propor, como solução, a redução ou suspensão do salário do trabalhador ou a demissão é uma atitude, e não há forma amena de descrevê-la, vampiresca”, afirmam. “Qual a justificativa de o trabalhador, já depreciado desde a reforma trabalhista, pagar por uma crise sanitária global? Nenhuma!”

Medidas que protegem os empresários, mas oneram os trabalhadores e a sociedade, “não ajudarão o Brasil a superar a crise imposta pela propagação do coronavírus”, alertam as centrais. Os sindicalistas defendem “diálogo social” para encontrar soluções negociadas.

A saída não pode ficar nas mãos do “mercado”, dizem ainda as centrais. “Se o Estado não assumir seu papel – como deve assumir sempre, mesmo em momentos de normalidade, promovendo a justiça social – o país será assolado por uma situação de calamidade. Em bom português será um ‘salve-se quem puder’.”

Nesta semana, representantes das centrais divulgaram documento em que propõem medidas que vão no sentido oposto ao do governo. O documento foi entregue ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

As entidades querem soluções que preservem o emprego e a renda, além da atividade produtiva. No Conselho Deliberativo de Fundo ao Trabalhador (Codefat), foi sugerido o aumento do número de parcelas de seguro-desemprego. (Rede Brasil Atual)

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