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Acesso desigual à internet aprofunda injustiça social no mundo

27/12/2017 - 9h21 - Sinttel-ES - Redação
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É o que diz recente relatório da Unicef, apontando para a universalização do acesso e a necessidade de proteger as crianças de abusos online.

Apesar da enorme presença on-line das crianças – 1 em cada 3 usuários de internet em todo o mundo é uma criança – muito pouco é feito para protegê-las dos perigos do mundo digital e para aumentar seu acesso a conteúdos virtuais seguros, afirma a UNICEF em seu Relatório Anual de Alerta.

O Estudo The State of the World’s Children 2017: Children in a digital world apresenta o primeiro olhar abrangente da UNICEF sobre as diferentes maneiras pelas quais a tecnologia digital está afetando a vida das crianças e as chances de vida, identificando perigos e oportunidades. O relatório argumenta que os governos e o setor privado não acompanharam o ritmo da mudança, expondo as crianças a novos riscos, prejudicando e deixando para trás milhões de crianças.

O relatório explora os benefícios que a tecnologia digital pode oferecer às crianças desfavorecidas, inclusive aquelas que crescem na pobreza ou são afetadas por emergências humanitárias. Isso inclui o aumento do acesso à informação, a construção de habilidades para o local de trabalho digital e dar-lhes uma plataforma para se conectar e comunicar seus pontos de vista.

Mas o relatório mostra que milhões de crianças estão perdendo. Cerca de um terço da juventude mundial – 346 milhões – não está online, exacerbando as desigualdades e reduzindo a capacidade das crianças de participar de uma economia cada vez mais digital.

O relatório também examina como a Internet aumenta a vulnerabilidade das crianças em riscos e danos, incluindo o uso indevido de suas informações privadas, o acesso a conteúdos prejudiciais e o acúmulo de ciberbullying. A presença onipresente de dispositivos móveis, segundo o relatório, fez o acesso on-line de muitas crianças ser menos supervisionado – e potencialmente mais perigoso.

E as redes digitais, como a Dark Web e as criptografias, estão permitindo as piores formas de exploração e abuso, incluindo o tráfico e o abuso sexual infantil “feito sob encomenda”.

O relatório apresenta dados e análises atuais sobre o uso on-line das crianças e o impacto da tecnologia digital sobre o bem-estar das crianças, explorando debates crescentes sobre o “vício” digital e o possível efeito do tempo de tela no desenvolvimento do cérebro.

O relatório inclui:

Somente uma ação coletiva – por governos, setor privado, organizações infantis, famílias e crianças – pode ajudar a nivelar o campo digital e tornar a internet mais segura e acessível para crianças, diz o relatório.

Recomendações práticas para ajudar a orientar uma formulação de políticas mais eficazes e práticas comerciais mais responsáveis para beneficiar as crianças incluem:

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