Pressão Máxima

Mota e Lula entraram um acordo e propuseram o novo texto acabando com a escala 6×1 em 60 dias, com redução da jornada para 42 horas, e depois de 12 meses a jornada cairia para 40 horas semanais. Isso para dar um tempo para as empresas se adaptarem. Uma transição escalonada: 60 dias após a promulgação da PEC, a jornada cairia de 44 para 42 horas semanais e os trabalhadores passam a ter direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Em até 12 meses após essa primeira etapa, a jornada atingiria o teto definitivo de 40 horas semanais.
Essa proposta iria ser votada na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC 221/2019. Porém numa manobra do deputado Mauricio Marcon (PL-RS) pediu vista imediatamente após a leitura do relatório. Essa atitude, adiou a votação para esta quarta-feira (27) atrasando a aprovação da PEC que chegou à semana decisiva impulsionada por intensa pressão de movimentos sociais e sindicatos nas ruas e dentro da própria Câmara.
Alguns trabalhadores nas empresas de Telecom, representados pelo Sinttel-ES reclamam que o Sindicato não está fazendo nada para ajudar nessa luta. Isso não é verdade. Esta é uma luta que se trava em Brasília. E o Sinttel-ES recebe orientações da Central Única dos Trabalhadores e também da Federação LiVRE de Trabalhadores em Telecom. São as centrais sindicais em Brasília que convocam as mobilizações nos estados.
A CUT pede que cada um de nós faça pressão nos deputados federais que elegemos. Aqui no ES quadro deles se posicionaram contra os trabalhadores para aumentar a jornada em 52 horas semanais, com redução do repasse das empresas ao FGTS de 8 para 4% e 10 anos de transição. Só 1936 seriam 40h. São eles: Amaro Neto, Evair de Melo, Messias Donato e Da vitória. Alguns já recuaram diante da pressão feita pelos trabalhadores. Mas é preciso pressionar!
Outra forma de pressão são as redes sociais e a ferramenta da CUT “Na Pressão”. Pelo celular, tablet ou computador, você pode mandar seu recado para os deputados pela plataforma Na Pressão, da CUT. Veja como pressionar os deputados para que votem a favor do fim da escala 6X1. Clique aqui