Exploração
O descaso da V.tal e da Nio com a mesa de negociação dos Acordos Coletivos e com quem realmente produz a riqueza do grupo escancara a face mais covarde da exploração corporativa ao impor uma contraproposta vergonhosa de apenas 2% de reajuste salarial e nos benefícios.
Mesmo após meses de espera, com a pauta de reivindicações protocolada pela Federação LiVRE ainda no início de julho, a resposta dos representantes dessas empresas não passa de um acinte à classe trabalhadora. Enquanto os relatórios corporativos celebram o crescimento contínuo e a expansão dos negócios, a realidade de quem está na linha de frente é de esgotamento físico e mental absoluto.
As equipes foram reduzidas ao limite da exaustão, as cobranças por metas e indicadores batem recordes diários de pressão e o volume de serviço se multiplica sobre um contingente minguado. É uma carga desumana de trabalho para pouca gente, enquanto os tubarões da diretoria se escondem em gabinetes blindados para negar a recomposição da inflação e o reconhecimento financeiro elementar.
Oferecer meros 2% de reajuste significa zombar do custo de vida e impor arrocho salarial a quem carrega o peso da operação nas costas. A Federação Livre e a categoria não vão tolerar esse cinismo patronal que finge negociar enquanto esmaga o poder de compra dos trabalhadores.
A negociação está travada unicamente pela arrogância de uma gestão que ignora o esforço diário de seus empregados. A federação LiVRE exige a reabertura imediata da mesa de diálogo com propostas sérias, que reflitam o lucro gerado na base do suor coletivo e que respeitem os direitos da categoria. Crescimento econômico sem valorização humana não passa de exploração nua e crua, e a resposta dos trabalhadores será dada na firmeza da mobilização.