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Calote barrado!

Sinttel-ES garante pagamento de rescisões na LINKO pela GIGA+

09/08/2026 - 9h14 - Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES
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Chegou ao fim o impasse que tirava o sono dos 45 trabalhadores da LINKO em Vila Velha. Após o rompimento do contrato de prestação de serviços pela GIGA+ no dia 24 de junho, o Sinttel-ES entrou pesado na cobrança e garantiu a demissão formal de todo o quadro, barrando o calote e assegurando os direitos da categoria.

Ao todo, 38 trabalhadores receberam seus direitos diretamente da GIGA+, que assumiu a responsabilidade financeira após reter repasses do contrato com a LINKO. Os salários devidos foram pagos pela LINKO, enquanto as demais verbas rescisórias ficaram por conta da contratante. Todas as homologações foram realizadas na sede do Sindicato, sob a supervisão rigorosa e olhos atentos da diretoria do Sinttel-ES.

Durante o processo de homologação, o Sinttel-ES orientou os trabalhadores a registrarem ressalvas nos termos de rescisão caso identificassem a ausência de algum direito nos cálculos. Essa medida estratégica permitiu que os funcionários recebessem os valores principais de imediato, viabilizando o saque do FGTS e o ingresso no seguro-desemprego, sem abrir mão de buscar diferenças devidas futuramente na Justiça do Trabalho. O recado é claro: o que faltou ser pago será cobrado judicialmente.

Nem todos os casos foram encerrados na mesa do sindicato. Três trabalhadores desapareceram sem dar notícias, inclusive levando o ferramental de trabalho. Outro funcionário optou por não realizar a homologação no sindicato, seguindo orientações de um advogado particular. Além desses, dois profissionais já haviam ingressado anteriormente com ações de rescisão indireta na Justiça do Trabalho.

O desfecho do caso LINKO/GIGA+ encerra mais um capítulo lamentável de desrespeito aos trabalhadores capixabas, vítimas crônicas da terceirização de mão de obra. O modelo, que frequentemente precariza as relações de trabalho, resultou em prejuízos emocionais e muita dor de cabeça para os empregados. A irresponsabilidade de patrões e a má administração de empresas que assumem contratos sem fôlego financeiro para sustentá-los continuam sendo o maior gargalo para a estabilidade da categoria. A resposta do Sinttel-ES, contudo, mostrou força para frear os abusos patronais.

O diretor do Sinttel-ES, Reginaldo Biluca, que acompanhou a insegurança dos trabalhadores desde o início, destacou o valor da pressão sindical.

“Foi uma negociação dura, com reuniões tensas e muita cobrança. O trabalhador não pode ser punido por brigas comerciais entre empresas. Garantir que a GIGA+ assumisse o pagamento direto foi uma vitória da nossa mobilização”, afirmou Biluca.

“Já o presidente do Sinttel-ES, Nilson Hoffmann reforçou a importância do papel orientador do sindicato no momento das homologações.

“Fizemos questão de supervisionar cada cálculo na sede do Sinttel-ES. Orientamos os trabalhadores a colocarem ressalvas para que pudessem sacar o FGTS e dar entrada no seguro-desemprego imediatamente, mas sem abrir mão de cobrar cada centavo que ficou para trás na Justiça”, explicou Nilson.

Este caso é o retrato cuspido da terceirização de mão de obra: um modelo que precariza, adoece, gera calotes e destrói o sossego das famílias trabalhadoras por culpa de patrões incompetentes e gestões que não sustentam contratos. O Sinttel-ES segue na linha de frente e avisa: aqui, a conta da má administração não sobra para o trabalhador!

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