Notícias

Mobilização

Procisa emperra as negociações salariais da CCT nas Prestadoras

02/07/2026 - 15h20 - Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES
Imprimir

Na manhã desta quinta, 02/07, diretores do Sinttel-ES estiveram na sede da Procisa, em Cobilândia, Vila Velha, conversando com os trabalhadores da prestadora de serviços de redes da Claro no ES. O objetivo foi atualizar como andam (ou não) as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026 e informar que esta empresa está atravancando o processo para conquistar um piso salarial maior para os instaladores.

Como acontece todos os anos, as negociações salariais e nos benefícios da Convenção Coletiva com as prestadoras de serviço em infraestrutura de redes, contratadas pelas Operadoras, é um parto complicado, difícil. A negociação é feita entre o Sindicato dos Trabalhadores (Sinttel-ES) e o Sindicato dos Patrões (Sinstal).

Do nosso lado, o lado dos trabalhadores é tranquilo, pois o Sinttel-ES apresenta as reivindicações e espera que o Sinstal reúna as maiores empresas: Telemont, Procisa, TLP, Ondacom, Hallen, FFA, Tivit, Base 27 e Linko e traga uma proposta que atenda os pedidos dos trabalhadores.

Aumento real nos salários, reposição da inflação do período (INPC), fornecimento de tíquete nas férias, auxílio para dirigir os carros das empresas, um tíquete alimentação que dê para comprar uma quentinha de qualidade, auxílio creche para o pai, entre outras reivindicações.

Até agora, aconteceu no mês de maio uma única reunião VIRTUAL com o Sinstal. Daí em diante não aconteceram mais reuniões. Foi e-mail para cá, e-mail para lá e nada de uma proposta decente, ou de reuniões presenciais para discutir uma proposta que seja boa para os trabalhadores.

O Sinstal apresentou um reajuste nos salários e no tíquete de 4,11% para ser aplicado em 1º de setembro. Esse índice é o INPC registrado de março/25 a abril/26. Esse é o percentual que mostra o quanto os salários perderam poder de compra até o mês de abril. Já se passaram dois meses e as empresas só querem aplicar o reajuste em setembro, ou seja 4 meses depois da data base.

Para compensar esse tempo, ofereceram R$ 350,00 de abono, que não compensa a perda nesses 4 meses.

As empresas impuseram essa proposta ao Sinttel-ES, porque nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro as convenções já foram aceitas pelos trabalhadores.

Aqui no ES, o Sinttel não convocou assembleia e nem vai convocar os trabalhadores para decidir sobre essa proposta, se as empresas não melhorarem o piso do Agente de Soluções (instalador).

Antes mesmo da aprovação da Convenção Coletiva, a Telemont Engenharia já paga um piso para esses trabalhadores de R$ 1.936,00. Já a Procisa, que está travando as negociações, paga hoje R$ 1.743,00. E se o reajuste de 4.11% foi aceito, o piso salarial do instalador na Procisa iria para R$1.815,00, cerca de 200 reais menor, diante dos R$ 2.016,00 que seria o piso na Telemont.

Soubemos que em Santa Catarina os trabalhadores da Procisa estão de braços cruzados, paralisados, por causa de vários problemas. Veja matéria no site do Sinttel-SC 

Depois da reunião na manhã desta quinta, 02/07, a Procisa chamou o Sinttel-ES para conversar. O sindicato apresentou as reivindicações e espera que a prestadora venha com uma proposta que atenda as necessidades dos técnicos.

O Sindicato fez um vídeo em que o presidente do Sinttlel-ES, Nilson Hoffmann, e o diretor Reginaldo Biluca explicam todo o processo até agora e como andam as negociações com as prestadoras.

Se não houver retorno que atenda as reivindicações, o Sindicato já convocou a categoria nesta empresa para uma reunião na quinta-feira que vem, dia 9. Fique atento.

Inscreva-se para receber notícias do SINTTEL-ES pelo WhastApp.
Envie uma mensagem com o seu nome (completo) e o de sua empresa para (27) 98889-6368

Pin It on Pinterest