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Melhorar ambiente de trabalho

SINTTEL apresenta à VIVO problemas vividos pela categoria

17/04/2026 - 6h38 - Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES
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Na terça, dia 14/04, o Sindicato recebeu a visita do especialista de relações trabalhistas e sindicais, Flavio Augusto Cavalcante Rodella e do consultor em Recursos Humanos e Relações Sindicais, Vinicius Brena, ambos da Telefônica Vivo, para uma reunião em que foram tratados os problemas locais que os trabalhadores de loja, campo e administrativos enfrentam no ES.

O encontro, que durou praticamente o dia todo, aconteceu na sede do Sinttel-ES, no centro de Vitória e contou com a presença de todos os diretores do sindicato, empregados da Vivo: Bruna da Silva, Silvia Ferreira, Melissa Vescovi, Germano Souza, Juliano Oliveira, Reginaldo Biluca e Roberto Matos, além do presidente Nilson Hoffmann. É importante lembrar que em julho de 2023 aconteceu uma visita como essa e pouca coisa mudou.

Na apresentação, Flávio explicou que tem visitado todos os sindicatos e ouvido as queixas, os problemas e as reivindicações dos trabalhadores objetivando melhorar o ambiente de trabalho e as relações trabalhistas com os sindicatos.

Os diretores puderam relatar problemas nas Lojas localizadas nas ruas, como as vendas casadas, os descontos das comissões quando as vendas não são concretizadas por falta de viabilidade técnica, as quais os vendedores não têm como saber na hora da venda; do assédio e tratamento desrespeitoso e intimidador dos gestores e do horário de funcionamento em sábados e feriados, quando o comércio todo fecha mais cedo, ou não abre, mas a loja de rua fica aberta “às moscas”.

Flávio lembrou que o ranking dos funcionários que não eram bem avaliados, afixados em todas as partes das lojas, foi banido no brasil inteiro, depois de uma denúncia do ES. 👏🏼

Para o pessoal de Campo, os diretores lembraram os desvios de função e a inaplicabilidade do plano de cargos e salários. “Trabalhadores não conseguem subir de função. Reginaldo Biluca até ironizou citando uma máxima entre os trabalhadores que o plano é chamado de Gabriela, em referência à música “Modinha Para Gabriela”, de Dorival Caymmi, cujo refrão é: “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim!”, dentro da Vivo.

Foi relatado também que os concursos internos são para “inglês ver”, pois ninguém do ES consegue ascender de cargo/função, apesar de todo ano as gerências incentivarem a participação e todos chegarem à ultima etapa. Porém, ninguém passa, pois quem assume é SEMPRE uma pessoa que vem de fora. No jargão da rádio corredor “são cartas marcadas”, numa clara demonstração que aqui no ES, a VIVO não dá oportunidade para crescimento interno. Tem trabalhador com 20 anos de casa na mesma função.

Com as terceirizadas, Hallen, FFA e TLP, foram relatados todos os problemas que os trabalhadores estão sofrendo, como o não pagamento do PPR na Hallen e FFA, o desconto ABUSIVO  de avarias nos veículos, sem direito de defesa dos trabalhadores; de equipamentos que são entregues, mas por falha no controle são cobrados e descontados dos salários dos empregados, da sonegação de horas do banco de horas, do pagamento do jantar para os trabalhadores que viajam, do depósito do FGTS, de terem que cuidar da lavagem e higienização dos carros que dirigem das empresas, da falta de uniformes, entre outros reclamações que o Sindicato todos os dias recebe pelo canal do WhatsApp.

A área comercial também enfrenta problemas depois que a Vivo deixou o prédio com vários andares na Reta da Penha e passou a funcionar em poucas salas no edifício Global Tower, na Enseada do Suá, em Vitória-ES. Quem trabalha 2 dias no sistema mobility e 3 dias no presencial vêm enfrentando desgastes, pois sem avisar, a área comercial requisita a sala para aplicar o GiroV, desrespeitando todo o cronograma fixado e desloca para uma pequena sala de reuniões 15 trabalhadores do B2B e 8 do B2C, impossibilitando o desenvolvimento aquedado do trabalho de cada um. E se o trabalhador não for à empresa nos dias Presenciais, devido a esse deslocamento, toma falta.

O Sindicato também questionou sobre o fim da escala 6×1, sem redução de salário. Flávio disse que a empresa está analisando cenários com várias modalidades, 5×2, com folgas. Mas deixou claro que ele acredita na negociação coletiva para estabelecer a melhor escala entre os trabalhadores, o que foi retrucado pelo presidente do Sinttel-ES.

Segundo Nilson, há 30 anos os sindicatos tentam, nas negociações coletivas,  a redução da jornada de trabalho, mas as empresas nunca toparam e que, portanto, se não houver uma mudança na legislação, feita pelo Congresso, essa reivindicação não avança.

Flavio também explicou que a empresa tem adotado experiência com a primarização dos serviços que hoje são feitos pelas contratadas nas cidades de Porto Alegre, São Paulo e Curitiba e que a burocracia para apresentar documentos para requisitar o auxílio creche diminuiu com a adoção de um aplicativo, que facilita e agiliza o processo de concessão do benefício.

A empresa agora sabe dos problemas. É esperar para ver o que muda!

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