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FFA: além dos descontos abusivos, não paga o banco de horas!

10/02/2026 - 14h15 - Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES
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Diretores do Sinttel-ES estiveram, nesta segunda-feira, dia 8/02, em reunião com os trabalhadores na FFA Infraestrutura e Serviços em TI, Telecom e Eletricidade em Serra/ES — prestadora de serviço para a CLARO no ES — para esclarecimento de diversas reclamações que o Sindicato vem recebendo. Atraso de salário no mês de janeiro, descontos extorsivos e abusivos classificados como dano ao patrimônio da empresa, especificamente dos veículos; não pagamento do banco de horas e a não regulamentação da jornada de trabalho espanhola

A reunião foi solicitada pelos trabalhadores e realizada em frente à empresa com muita participação, pois há uma insatisfação generalizada dos trabalhadores com os procedimentos adotados pela prestadora em relação aos descontos que são feitos diretamente nos contracheques, cobrando arbitrariamente, sem ouvir e levar em consideração a responsabilidade ou não dos empregados, em avarias, multas e uso indevido dos veículos da empresa.

Na semana passada, o Sindicato fez uma reunião com a empresa sobre este e outros problemas, ficando decidido que a FFA apresentaria um relatório com um histórico de tudo o que vem sendo cobrado dos trabalhadores e que abria um canal de comunicação para que os trabalhadores possam se manifestar e demonstrar a responsabilidade ou não quanto aos descontos feitos pela FFA.

Durante o final de semana passado, vários trabalhadores reclamaram do atraso no pagamento de salários do mês de janeiro, que deveria ter entrado nas contas até na sexta-feira, dia 6/02.

A empresa explicou que houve uma inconsistência no sistema do banco Itaú, nas contas com portabilidade para outros bancos, e que voltou à normalidade na segunda-feira mesmo.

Banco de Horas

 

 

 

 

 

 

 

Segundo os trabalhadores, a empresa não está pagando o banco de horas e que devido à mudanças no sistema de controle do ponto, eles não conseguem acompanhar a quantidade de horas remanescentes no Sistema. Outra reclamação, é que a FFA havia anunciado que pagaria as horas não compensadas do banco em dezembro passado.

Não pagou e anunciou uma nova data: Janeiro/26. Até agora não cumpriu. Questionada pelo Sinttel, a empresa disse ao Sindicato que iria dar folga aos trabalhadores para aliviar o banco de horas.

O Sindicato tem uma posição firme quanto ao banco de horas não compensado no prazo. É dívida. Precisar pagar. Não é possível mais trocar as horas do banco por folga. Além disso, sem regras claras, o banco fica na mão da empresa que enrola, posterga o pagamento para quando ela quiser.

O Sinttel cobra que a FFA discuta com o Sindicato regras claras num Acordo Coletivo de Trabalho para o Banco de Horas, com transparência para que os trabalhadores possam acompanhar e saber da garantia de seus direitos.

Jornada ou escala espanhola

 

 

 

 

 

 

 

 

A escala espanhola de trabalho, ou escala 40×48, é um sistema de compensação de jornada no Brasil onde o trabalhador alterna semanas de 40 horas com semanas de 48 horas, resultando em uma média de 44 horas semanais, Isso permite folgas alternadas aos sábados com jornadas mais longas em dias úteis. Mas precisa ser negociada por acordo ou convenção coletiva para ser válida.

Na FFA não há instrumento coletivo, nem acordo ou convenção, que normalize a jornada espanhola que a empresa adota e que vem gerando insatisfação.

Como deveria funcionar

Na semana 1: O funcionário cumpre 40 horas (exemplo: 5 dias de 8 horas).

Na semana 2: O funcionário cumpre 48 horas (exemplo: 6 dias de 8 horas, incluindo o sábado).

Ocorre em um ciclo de 14 dias, alternando essas duas semanas.

O objetivo é o trabalhador não trabalhar todos os sábados e ter um final de semana inteiro – sábado e domingo em casa, com a família, para viajar, enfim.

Ele compensa a folga do sábado em uma semana com horas extras em outra, mas sem gerar horas extras habituais.

Isso permite que empresas com atendimento aos sábados, como é o caso da FFA, mantenham o funcionamento, oferecendo folgas aos empregados.

A implementação da semana espanhola exige um acordo ou convenção coletiva de trabalho para ser válida perante a CLT, conforme o Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Há vantagens e desvantagens: Para o trabalhador é a maior flexibilidade e equilíbrio entre trabalho e descanso, com mais folgas em alguns períodos.

Para a empresa, pode ser complexa de gerenciar e exige rigoroso controle de horas para evitar problemas trabalhistas.

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