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Indiferença!

BrasilCenter: Como sempre empurra negociação com a barriga

20/01/2026 - 17h12 - Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES
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Passamos da metade do mês e a BrasilCenter continua sem responder às reivindicações formalizadas pelo Sinttel-ES. Janeiro é o mês que o SINTTEL-ES negocia com todas as empresas de Teleatendimento os acordos coletivos de trabalho para reajustar salários e benefícios. O Sinttel já fechou acordos coletivos com a Comunica Brasil e Soluções (call center do Ciodes) e com as empresas Ivox, Caper, Ideia e Inova. Na Annellus, as conversas já avançaram, esperando apenas a proposta final da empresa. Na Sollo Brasil, os trabalhadores já estão em assembleia de avaliação da proposta.  E na BrasilCenter? 

A negociação do Acordo Coletivo na BrasilCenter é sempre um parto difícil. E isso só vai mudar quando os trabalhadores se sindicalizarem e cruzarem os braços no call center do Grupo Claro Brasil, no ES. Certamente o gerente de relações trabalhistas do Grupo, Fabiano Guimarães, e a gerência local vão ficar estarrecidos e perguntar: — O que está acontecendo, porque tanto radicalismo? Não se engane, o deboche é uma característica do grupo mexicano, gigante das telecomunicações.

Desde que começamos a noticiar a Campanha Salarial do setor de Teleatendimento, chamando a categoria para as assembleias nas empresas, que trabalhadores(as) na BrasilCenter, localizada em Vila Velha, enviam mensagens para o canal de WhatsApp do Sinttel cobrando pelo reajuste anual e nos benefícios, principalmente no tíquete alimentação, que teve o valor de R$15,91, como o mais baixo em 2025, entre as empresas Sollo, Comunica, Annellus e Grupo Ivox.

Outra cobrança é o fornecimento do tíquete nas férias e o reajuste de 80% do salário no PRR, como é feito no RJ e em outros estados. Tem também o fim da famigerada escala 6×1.

O Sinttel sempre manteve o respeito no processo negocial, afinal estamos tratando da renda dos trabalhadores, dos salários, do tíquete, do plano de saúde, da ajuda de custo, do PPR. Jovens, geralmente no primeiro emprego, que precisam da jornada de 36h para estudar e desenvolver outras atividades.

Mas isso não é reciproco na BrasilCenter. A empresa não se importa em fazer as reuniões para discutir os acordos coletivos na data base, que desde o ano passado foi transferida para Janeiro. Aliás, era incomoda a insistência da BrasilCenter para mudar de abril para janeiro, devido ao reajuste do Salário Mínimo pelo Governo Federal que a obrigada a alinhar os salários pelo novo valor, em janeiro.

O Sindicato aprovou a mudança da data base em assembleia e registrou no Acordo Coletivo de 2024. Porém, o que mudou? Só os trabalhadores e o sindicato cederam. A BrasilCenter continua com o mesmo comportamento desrespeitoso e indiferente, atrasando o processo negocial, enrolando em fazer as reuniões, postergando a apresentação de propostas, enfim.

Trabalhadores sindicalizem-se! Só assim a BrasilCenter vai tratar seus trabalhadores(as) com respeito!

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