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Unha pintada na Claro, só na cor transparente

27/09/2013 - 8h17 - Sinttel-ES - Redação
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unhas-vermelhasQuando se imagina que o saco de maldades das operadoras de telefonia não cabe mais as medidas punitivas, repressivas e muitas vezes sacanas dos chefes e gerentes, elas inovam. As mulheres, empregadas nas lojas da Claro são proibidas de pintar as unhas.

Se alguém contar que nas Lojas da Claro as empregadas não podem pintar as unhas, a maioria das pessoas nem acreditaria. Segundo uma trabalhadora de uma Loja Claro na Região Metropolitana de Vitória/ES, as “funcionárias” só podem pintar as unhas com esmaltes transparentes. Segundo ela, sua gerente abre exceções se o esmalte for da mesma cor da logomarca da empresa: vermelho.

“É assim desde o treinamento. Estou aqui há dois anos. Antes nem o vermelho podia, mas a nossa gerente abriu essa possibilidade, desde que o tom de vermelho seja igual ao que a empresa usa na decoração da loja”, contou.

Segundo a moça, que tem 21 anos, para trabalhar na loja passou por um treinamento de três dias e, além das rígidas regras para o atendimento ao cliente, os cuidados com a aparência são exigidos. “O cabelo tem de ser solto, escovado, arrumado. Se amarar é porque está sujo e não pode, somos alertadas. A maquiagem tem de ser usada diariamente, mas deve ser leve, sem exageros”, descreveu como se as trabalhadoras fizessem parte da composição do ambiente.

Indagada sobre qual é a contrapartida que a empresa dá para que ela e as demais atendentes possam comprar os cosméticos e manter a aparência com a empresa exige, a trabalhadora abriu um discreto sorriso irônico, logo desfeito, para não deixar notar sua insatisfação, repetindo o comportamento delicado, aprendido com o rígido treinamento.

Desrespeito

A situação vivida pelas trabalhadoras nas Lojas Claro no mínimo causam indignação, uma vez que as medidas restringem a liberdade individual de cada uma delas. Não se questionaria se a empresa recompensasse as atendentes pelas suas exigências, afinal elas receberiam para se portar segundo os padrões das lojas.

O que se vê, no entanto, é uma situação humilhante e exploratória: na necessidade de se manterem empregadas, elas são forçadas a destinar parte do seu salário para atender a um padrão que a empresa quer. É o capital sustentando suas regras, extorquindo o já minguado salário do trabalhador. Até quando?

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