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Telefonistas querem melhores salários e benefícios

03/03/2011 - 8h59 - Sinttel-ES - Redação
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Reunidas em assembléia, sábado (26), as telefonistas e teleatendentes/operadoras de telemarketing abriram a Campanha Salarial de 2011 decididas a buscarem aumento real, plano de saúde e reajustes nos benefícios indiretos nas empresas prestadoras de serviço.

O Sinttel realizou sábado (26/02) no seu auditório, a assembléia que abriu a Campanha Salarial das telefonistas e teleatendentes, ou operadore(a)s de telemarketing, das empresas prestadoras de serviços no Estado. O objetivo do encontro foi discutir com as trabalhadoras o que a categoria quer e precisa garantir na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que será negociada com o Seaces (Sindicato das empresas).

O presidente Nilson Hoffamann e a diretora do departamento Jurídio do Sinttel, Rita Dalmásio, conduziram à assembleia (foto) objetivando construir a Pauta de Reivindicações que será encaminhada ao Seaces, apresentando as principais reivindicações dos trabalhadores/as.

Reajuste Salarial – O primeiro item tratado foi o reajuste salarial. As trabalhadoras reivindicaram maior reajuste no salário, incluindo aí, aumento real. Para elas, é preciso garantir um bom aumento nos salários, porque é isso que conta na aposentadoria, no FGTS e quando o trabalhador se afasta por motivo de doença. “Os benefícios são ótimos, mas a gente os perde quando se afasta por doença, por exemplo. Justamente quando o empregado mais precisa, ele fica sem cesta básica, sem tíquete, sem plano de saúde. Quando se aposenta, então é que se sente a dificuldade!”, destacou uma telefonista.

Atestados médicos – As trabalhadoras pediram para que o Sinttel tente garantir na negociação regras claras para a aceitação dos atestados médicos, pois as empresas arranjam mil artifícios para recusar os atestados e descontar o dia dos salários já reduzidos.

Auxílio creche – Reivindicaram um reajuste no benefício que realmente as ajudem a colocar os filhos em creches e com isso poderem trabalhar. “ O que se pratica hoje ainda é insuficiente e muitas têm de tirar do salário para completar o auxílio recebido das empresas.

Tíquete refeição – Além do reajuste, as empregadas querem que toda a categoria tenha direito e que as empresas reduzam o desconto que elas precisam fazer dentro do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Segundo elas, o tíquete que em muitas empresas é chamado de “auxílio alface”, além de ser pequeno, ainda vem descontado um percentual do salário.

O Sinttel vai propor ao Seaces que as empresas juntem os benefícios da cesta básica e tíquete num único pagamento e que façam isso no último dia útil do mês, afinal o auxílio à alimentação não pode ser pago no 5º dia útil junto com os salários.

Licença maternidade – O Sinttel vai discutir a ampliação da licença para 180 dias.

Plano de saúde – É uma reivindicação antiga, mas que ainda não está garantida na CCT. Este ano, elas querem que as empresas coloquem no papel, pelo menos, quando é que vão ter o direito.

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