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GVT mostra como sua “banda é curta”

27/09/2013 - 8h20 - Sinttel-ES - Redação
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imagem4A empresa paga o pior salário do setor e não quer reajustá-lo acima da inflação. Próxima reunião de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho será dia 7 de outubro.

Após três reuniões entre a GVT e a Comissão Nacional de Negociação da FENATTEL (representante dos trabalhadores) a empresa ainda finca o pé na intenção de não reajustar os salários acima do INPC.

É questão central para os empregados que a proposta da empresa contemple ganho real, ou seja, tenha um reajuste acima da inflação apurada no período de 1º de setembro de 2012 a 31 de agosto de 2013, que é de 6,06%. Esse percentual é a base para o ínício das negociações.

GVT é a empresa que paga o PIOR SALÁRIO do setor

A operadora, que possui o título de oferecer “A melhor banda larga do Brasil” é também conhecida, entre todas as operadoras de telecomunicações, como a que paga menos aos seus empregados. Chega ao absurdo de pagar pisos menores aos daqueles pagos pelas prestadoras de serviço terceirizadas. Essa situação só muda, se os trabalhadores se mobilizarem. A negociação é o caminho para isso, pois é nesse momento em que as cartas são colocadas na mesa e o jogo da empresa aparece.

Benefícios terão de ser reajustados acima do INPC

Na reunião, a empresa apresentou uma proposta que foi recusada de pronto pela Comissão de Negociação: aumentar alguns beneficios pelo INPC e outros nem isso. Cogitou ainda retirar a cesta básica, talvez na velha tática de piorar as condições, para depois manter, conhecida como “colocar o bode na sala”.

O que de bom aconteceu na reunião da empresa com os sindicatos

Pouca coisa, mas podemos considerar como avanço dois itens: garantia de emprego de um ano na pré aposentadoria e o fornecimento do VA/VR para os trabalhadores que se afastarem por acidente do trabalho. Ainda falta a GVT trazer avanços na licença maternidade de 180 dias e em vários outros pontos da Pauta de Reivindicações apresentada pelos Sindicatos de todo o país.

É preciso que os trabalhadores saibam que o enorme crescimento da empresa no mercado tem de ter contrapartidas sociais, e o aumento da massa salarial é essencial para a melhoria das condições de vida dos empregados. A empresa sabe que não pode ser competitiva somente às custas de pagar pior que as outras.

Além disso, o seu programa conhecido como PIV terá de ser mais transparente e a empresa deve detalhar as regras, porque há inúmeras reclamações dos empregados sobre os critérios desse plano de renda variável.

NEGOCIAÇÃO DO PPR NA GVT 2013

Uma proposta de PPR foi apresentada e os representantes dos trabalhadores irão levá-la para a apreciação dos empregados

Avanços da proposta do PPR 2013 – O modelo de gestão da empresa, de manter um enorme contingente de empregados comissionados não poderia mais servir de desculpa para a praticar o pior PPR dentre as empresas de telefonia.

Depois de muitas idas e vindas, de propostas e contrapropostas, os representantes dos sindicatos concordam em colocar sob a apreciação dos empregados, a proposta que foi construída para o Programa de Participação nos Resultados (PPR). Para os trabalhadores que estão na base da pirâmide salarial, a proposta negociada trará avanços em relação aos anos anteriores.

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