Retrocessos
Proposta de PPR/2022 da CLARO é pior do que a do ano passado.
- Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES

27/06/2022 - 17h47 - Federação Livre - Redação
A CLARO retrocedeu em três itens do atual acordo. Sua proposta é não pagar para quem pedir demissão, exigir um mínimo de 90 dias para ter direito ao PPR, pagamento só em julho 2023 e alterou a estrutura do PPR na configuração do resultado final, dificultando para os trabalhadores o recebimento do prêmio.
Não dá pra saber se a Claro é “cara de pau” ou “ingênua” a ponto de colocar para a Federação Livre – que reúne os SINTTELs Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia — uma proposta que retira direitos e muda o peso de metas para os trabalhadores.
A proposta apresentada nesta quarta-feira (22/06) pelo gerente de Relações Sindicais da Operadora, Fabiano Guimarães, é pior que o Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2021. A telerreunião acabou com a rejeição total da proposta pela Comissão de Negociação dos Trabalhadores. A empresa ficou de marcar novo encontro nesta segunda-feira, 27.
Retrocessos
A proposta apresentada pela empresa aponta alterações no acesso e na estrutura de pesos para apuração do valor final do programa em relação ao de 2021. A CLARO propôs:
- Aumentar o prazo mínimo de acesso para 90 dias trabalhados enquanto o atual é de 30 dias;
- Negar o pagamento para os trabalhadores que decidam pedir desligamento durante o período do programa;
- Efetuar o pagamento do resultado do programa em julho/2023. Desde 2018, o pagamento é na sexta-feira do Carnaval.
Além dessas três alterações negativas, a operadora propôs alterar o cômputo dos pesos após a apuração final do resultado em relação ao modelo atual. A alteração leva o apurado na Unidade Consumo para 50%, enquanto a Unidade Empresarial vai a 30%, sendo os 20% restantes a soma dos pesos da CLARO BRASIL/Suporte ao negócio. A configuração dos pesos ao final da apuração dos resultados ficaria:
- Unidade Consumo = 50%;
- Unidade Empresarial = 30%;
- Corporativo/Suporte = 20%;
A LIVRE negou as alterações propostas e reivindicou manutenção da elegibilidade conforme PPR/2021. Inclusive a manutenção do pagamento do programa para as vésperas do Carnaval.
A CLARO informou os resultados preliminares do PPR até 30/04/2022:
- Corporativo: 52,45%
- Consumo: 50,34%
- Empresarial: 57,47%
A Comissão de negociação da LiVRE ainda relatou dnúncia recebida dos trabalhadores sobre a cobrança de gerentes e supervisores de demandas fora do expediente com relação a realização de reuniões e atividades de rotina, principalmente via aplicativos no celular dos trabalhadores. A empresa afirmou que não suporta tal procedimento e solicitou que a LiVRE registre a localidade e se, possível, nomine a gerência, via e-mail.
A Comissão de Negociação da Federação Livre na CLARO é formada pelo coordenador João Cezar (Sinttel-CE), Gilberto Pirajá (Sinttel-RN), Gilberto Oliveira (Sinttel-PE) Amaral (Sinttel-AM) e Virgínia Berriel (Sinttel-Rio), Luis Antônio (presidente da Federação Livre e Sinttel-Rio).
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