Jogo sujo
Proposta de ACT na VIVO é só retrocesso e perda para os trabalhadores
- Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES

Vivo lucra bilhões, mas quer que os trabalhadores aceitem esmola. Federação LiVRE rejeitou a proposta vergonhosa e exigiu respeito aos trabalhadores.

A ganância da gigante espanhola Telefônica Vivo não tem limites. Na segunda rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026, realizada na segunda-feira (31/08), a direção da empresa despejou na mesa uma afronta em forma de proposta. A Federação LiVRE (Sinttels ES, AM,MA, PE, RJ e RO), de forma categórica e intransigente na defesa da categoria, disse NÃO ao retrocesso e rejeitou o pacote de miséria da operadora.
Quem constrói o lucro bilionário da maior empresa de telecomunicações do Brasil é a classe trabalhadora. É inadmissível que a resposta da Vivo seja cortar direitos e parcelar a dignidade de quem gasta o suor no sol e no operacional.
O que a vivo quer roubar de você
A proposta da direção da empresa é um ataque direto ao bolso e à saúde do trabalhador. Veja os absurdos apresentados:
- Salário de miséria: Reajuste rebaixado de apenas 70% do INPC. Querem que o trabalhador pague para trabalhar e sofra com a perda do poder de compra.
- Abono migalha: Promessa de R$ 1.100, ou 50% do salário nominal apenas em dezembro, tentando calar a boca da categoria no final do ano.
- Ataque ao VA/VR: Reajuste vergonhoso de 70% do INPC para o operacional. No administrativo, o deboche é ainda maior: míseros 25% do INPC.
- Fim do Domingo: Querem transformar o domingo em dia normal para o trabalho de campo. Acabar com as horas extras e roubar o descanso com a família, incluindo as mulheres, que por força de lei, tem direito a dois domingo de descanso por mês, lembrando que os salários hoje praticados na Vivo para o pessoal de campo já estão abaixo dos que são pagos nas empresas contratadas.
- Nivelar por baixo: Em vez de igualar os benefícios do operacional aos do administrativo por cima, a empresa tenta punir o administrativo para disfarçar a injustiça.
Domingo é sagrado! Não ao trabalho escravo no campo!
A tentativa de destruir o descanso dominical dos trabalhadores de campo é uma das maiores violências dessa proposta. A Vivo quer que o trabalhador cumpra escala de segunda a domingo sem receber um centavo a mais de hora extra por isso.
Enquanto a sociedade discute o fim da escala 6x1 e a redução da jornada, a Vivo tenta caminhar de volta para o século XIX. Nós exigimos avanços! A Vivo tem a obrigação de dar o exemplo e implantar a jornada 5x2 para todos. Não aceitaremos a precarização da vida e da saúde do trabalhador de campo.
Igualdade se faz por cima!
A divisão interna que a Vivo tenta criar é uma tática velha para enfraquecer a nossa mobilização. O pessoal de campo, das lojas e do atendimento recebe menos VA/VR que o administrativo. A solução para essa desigualdade não é cortar o reajuste do administrativo, mas sim puxar o direito de todos para o topo.
A fome é igual para todos. O custo de vida é igual para todos. Divisão não passará!
Próximo embate é dia 11 de setembro
A Federação LiVRE avisou e o recado foi dado: Nenhum direito a menos! Negociação significa avançar, não retroceder. A empresa recuou para avaliar o tamanho da nossa indignação e prometeu trazer uma nova proposta no dia 11 de setembro.
Trabalhador e trabalhadora da Vivo, fiquem atentos e mobilizados. A nossa força está na unidade da nossa base. Se a empresa não melhorar esse texto e não trouxer valorização de verdade, a resposta será dada à altura das nossas ferramentas de luta.
Quem gera a riqueza da Vivo exige respeito!
O Sinttel-ES é mais forte com você! FILIE-SE













