Negociações ACT 2018/2019
Proposta da Vivo para o ACT é um pacote de maldades
- Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES

Reajuste de 3%, em agosto de 2019, aplicação da lei golpista, além de corte e redução de benefícios.

A proposta da Vivo para negociação salarial deste ano não poderia ser pior. A empresa que nos últimos três anos, de 2015 a 2017, teve um EBITDA (lucros antes de juros, imposto, depreciações e amortizações) de R$ 41,22 bilhões e uma receita de R$ 130,11 bilhões, fez uma proposta de retrocessos e cortes. Um verdadeiro horror. A proposta, como não poderia deixar de ser, foi rejeitada pela Comissão de Negociação, formada pelo Sinttel-AM, Sinttel-CE, Sinttel-ES, Sinttel-PE, Sinttel-RJ, Sinttel-RN, Sinttel-RO, que representam a nova federação, denominada Livre.
Esses sindicatos se desfiliaram da Fenattel e criaram a Livre, uma federação para se contrapor aos velhos e ultrapassados modelos sindicais. Uma federação de verdade. Com participação efetiva dos trabalhadores e seus sindicatos. Com uma gestão moderna e democrática. Com democracia nas finanças. Com liberdade de pensamento e de expressão. Com rapidez na comunicação. Com liberdade de crítica. Com total independência em relação às empresas e aos governos.
Pelo Sinttel-ES, o diretor Reginaldo Biluca, que é empregado da Vivo, participou da reunião e disse que a empresa veio com tudo para mexer no plano de saúde e não oferecer um reajuste digno. A próxima reunião é dia 9 de outubro.
A proposta!
Conheça os principais itens da proposta e vamos nos preparar para exigir da empresa uma negociação séria, com avanços e a real recomposição dos salários. A Vivo está no melhor dos mundos, não conhece crise (veja box sobre o crescimento da sua receita no Brasil) e tem condições de atender a nossa Pauta. Os trabalhadores sim, é que estão em crise com uma perda salarial de 2,67% nos últimos três anos. Então, é hora de fazer pressão. Chega de perda!
A data base da Vivo é 1º setembro, a empresa está propondo reajustar os salários um ano depois e por um percentual inferior a inflação acumulada até agosto deste ano. É imoral.
Conheça a seguir os principais itens da proposta já rejeitada pela comissão:
- Reajuste salarial – 3% em agosto/2019, abaixo do INPC acumulado que foi de 3,64%;
- Abono – equivalente a 36% do salário;
- Reajuste de benefícios – 3,5% inferior ao INPC, a ser pago em maio de 2019;
- Locação de veículos – manter os valores e o modelo atual até agosto/2019 quando o mesmo deverá ser extinto;
- Plano de Saúde – a coparticipação dos trabalhadores que hoje é de 20% sobre os exames será elevada a 35%;
- Coparticipação na terapia que era de 10%, sobe para 20% e cai o limite de R$ 250,00;
- Para os saídos que mantém o plano de saúde (lei 9.656) o percentual sobe de 1,5% para 2,5%
Aplicação da nova lei trabalhista
- Homologações não serão mais realizadas no Sindicato e com a fiscalização de homologadores especializados e dos advogados do Sindicato;
- Inclusão de uma cláusula prevendo a quitação anual (isso é um cheque em brando do empregado para a empresa). Um absurdo;
- Adoção do trabalho intermitente, outra aberração;
- Banco de horas passa de 90 para 180 dias;
- Intervalos:
- a) Intra jornada – descanso ou refeição de 30min à 2 horas;
- b) Interjornada – o divisor de horas passa de 200 para 220 horas;
- Turno de revezamento – incluir jornadas de 12 x 36 horas;
- Exame periódico – amplia a vigência para 135 dias. Isso só interessa à empresa.
ATOS NA VIVO
Diante dessa proposta indecente da empresa o Sinttel-ES vai intensificar na próxima semana as conversas com os trabalhadores nos prédios e lojas da Vivo. A intenção é mobilizar os trabalhadores para reagir a essa proposta absurda com pressão e muita mobilização. É importante que os trabalhadores mostrem já a sua indignação discutindo entre os colegas, nos locais de trabalho. Participe!
VIVO SÓ CRESCE NO BRASIL
No quadro abaixo os trabalhadores podem observar que a receita da Vivo entre 2016 e 2017 só cresceu no Brasil. Mas na hora de reconhecer o esforço dos trabalhadores a empresa vem com uma proposta de migalhas.
Com redação do SinttelRio e Sinttel-ES













