Negociação do ACT 2019/2020
Proposta da Claro é pior que a de outras operadoras
- Sinttel-ES - Tânia Trento | Jornalista | Reg. Prof. 0400/ES

Colaboração: Redação SinttelRio
Aconteceu nesta quarta-feira (2), em São Paulo, a segundo rodada de negociação com a Claro. Depois de tantos adiamentos esperávamos que a empresa estivesse decidida a negociar e fazer uma contraproposta decente com base na Pauta de Reivindicações encaminhada há meses. É muita esperança para uma empresa sem coração!
A Claro conseguiu fazer a pior proposta diante das demais operadoras com negociação em curso: a TIM que já ofereceu reajustes para este ano e abono; e a VIVO que apresentou duas contrapropostas - que foram recusadas - porém, com índices e valores um pouco maiores, mas não atingindo ainda o patamar que a Federação Livre vem sustentando, e está indo para a 4ª reunião de negociação. A próxima reunião com a Claro é no dia 16/10.
Só lembrando que, este ano, a negociação prevê rever todo o Acordo Coletivo, tanto as cláusulas econômicas, quanto as sociais, além do PPR/2019 que a Claro começou a negociar em maio e enrolou até agora. O objetivo desta Operadora é juntar com a campanha salarial e fazer uma barganha, num momento que junta o 13º salário, o clima de festas natalinas e os/as empregados/as não percebem que a proposta da empresa é muito ruim.
Uma coisa é certa: os Sindicatos (Sinttel-ES, SinttelRio, Sinttel-PE, Sinttel-CE e Sinttel-RO e Sinttel-AM) não abrirão mão de reajuste de salários e benefícios em 100% do INPC, mais 5% de ganho real. Isso é menos do que ganhou a Claro com os 11% de reajuste nas tarifas.
"Também não abrimos mão do pagamento do reajuste na data-base, 1º de setembro, sem parcelamento. Queremos adiantamento do PPR agora e o fim das discriminações entre os trabalhadores do grupo Claro. Até hoje, a incorporação da Embratel, Net etc pela Claro só serviu para a empresa aumentar seu patrimônio, receitas, lucros e reduzir gastos. A maior parte desses gastos com pessoal", disse o diretor do Sinttel, empregado da Embratel, Antonio Sereno.
Na mesa de negociação, a Claro diz que não demite, mas, na prática, vem terceirizando setores inteiros, precarizando e mandando embora antigos empregados. Vem mantendo, até hoje, trabalhadores/as no Grupo com salários e benefícios diferentes, não respeitando a isonomia de tratamento.
A Claro é a segunda Operadora de Telefonia - a Telefônica/Vivo é a primeira - no mercado brasileiro e uma das mais poderosas do mundo como subsidiária do grupo mexicano Telmex. Só no ano passado sua receita líquida foi de R$ 35,66 bilhões. Essa empresa pode atender a pauta de reivindicações dos/as trabalhadores/as. Além do reajuste de salários e benefícios pelo INPC integral, mais 5% de ganho real, constam da pauta:
- Unificação do vale-refeição/alimentação pelo mesmo valor pago em São Paulo;
- Pagamento do trabalho realizado aos domingos e feriados com adicional de 100%;
- Pagamento de todas as horas extras realizadas com os adicionais previstos em lei;
- Telos para todos os trabalhadores sem limite de idade; =Garantia dos postos de trabalho
PROPOSTA DE PPR 2019
- Que o resultado final seja igual para todos os trabalhadores;
- Antecipação de meio salário agora;
- Pagamento do PPR em fevereiro de 2020, antes do Carnaval;
- Revisão da meta do Ebitda;
- Que todos que pedirem demissão em 2019 façam jus ao recebimento do PPR;
- Negociação do PPR 2020 até o 1º trimestre do corrente ano;
- Manutenção das demais cláusulas do ACT e de PPR 2018.
Veja a PROPOSTA REJEITADA pela Federação Livre, que representa os/as trabalhadores/as em empresas de Telecomunicações nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Ceará, Pernambuco, Rondônia e Amazonas
- Reajuste de salários: 1,70%, para março/2020, exceto para cargos Gerência e Executivos;
- Piso: 0% - manutenção dos pisos praticados;
- Vale Alimentação/Refeição: 2% em janeiro/2020;
- Auxílio Creche/Educação: 2% em janeiro/2020;
- Auxílio Educação Especial: 0%, manutenção do atual valor;
- Quebra de Caixa: 1% em março/2020;
- Auxílio Medicamentos: 0%, manutenção dos valores atuais;
PPR 2019
- Pagamento em abril/2020
- Elegibilidade: Exclusão dos trabalhadores que pediram demissão em 2019.
- Aditivo de Escalas e Banco de Horas: manutenção dos atuais acordos.
- A Claro apresentou, também, ajustes nas cláusulas sociais e revisão de textos divergentes.
Lembre-se que reajuste anual não tem lei que garanta. Só existe porque está no Acordo Coletivo que o SINTTEL-ES vem negociando ano após ano. Também não existe lei que obrigue a empresa a pagar os benefícios como auxílios alimentação, creche, filho com necessidades especiais, plano de saúde, funeral e etc. Isso também vale para o Banco de Horas e o PPR, que a empresa precisa firmar acordo com o Sindicato.
Fortaleça o Sindicato!
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