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Campanha Salarial no setor de Teleatendimento já está rolando

24/01/2023 - 16h50 - Sinttel-ES - Tania Trento
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O mês de janeiro é o mês da data base no setor de teleatendimento. É quando o sindicato (SINTTEL-ES) e as empresas renegociam os reajustes salariais e nos benefícios, como tíquete alimentação, auxílios creche e filhos com deficiências, entre outras garantias sociais e trabalhistas e que valerão por todo o ano de 2023.

É também um período de grandes expectativas em relação ao aumento de salários por parte dos empregados e empregadas nas empresas Sollo Brasil, Comunica Contact Center e Soluções, Ivox, Inova, Caper, Annellus, BrasilCenter, entre outras.

Aqui no ES, mesmo nas empresas de call center em que a data base da negociação foge ao mês de janeiro, todas equiparam os salários ao valor do salário mínimo reajustado pelo governo federal. Um exemplo é a BrasilCenter — call center do grupo Claro Brasil — em que os trabalhadores receberão o aumento do salário mínimo, mas a negociação do acordo coletivo é em Abril.

A Medida Provisória nº 1.143, de 12 de dezembro de 2022, enviada ao Congresso Nacional pelo ex-presidente genocida Jair Bolsonaro reajustou o valor para R$1.302,00 a partir de 1º de janeiro.

Porém, esse valor pode mudar para R$ 1320,00, pois é a vontade do presidente Lula. Uma promessa de campanha para devolver poder de compra ao povo mais pobre.

O salário mínimo de R$ 1.212 teve 7,43% de reajuste (5,8% como reposição da inflação e ganho real de 1,4%). Se o presidente Lula reajustá-lo para R$ 1.320, o aumento real total pode chegar 9%.
Mas isso ainda dependerá de muita coisa, haja vista que o Brasil deixado pelo ex-presidente genocida é de terra arrasada. Só no cartão corporativo, pago por nós povão, ele gastou com motociatas, jantares, guloseimas, quentinhas para seus apoiadores e despesas com micheque 54 milhões de reais.

Reivindicações

O SINTTEL-ES convocou atráves de E-mail e também pelos contatos no WhatsApp trabalhadores da Annellus e da Comunica para que enviassem as sugestões de reinvindicações que estarão na mesa de discussões com as empresas.

É preciso esclarecer que as empresas não são obrigadas por lei a dar reajuste salarial anual, nem fornecer o tíquete alimentação, plano de saúde, auxílios creche,  filho deficiente ou funeral. Não tem lei que estabeleça o pagamento desses benefícios. Eles existem e estão no contracheque dos trabalhadores porque são conquistas dos SINDICATOS.

E aqui no ES, outra conquista do SINTTEL-ES nos call centers é não permitir que as empresas paguem menos que o salário mínimo, como ainda acontece em outros estados onde grandes empresas ainda pagam o valor proporcional à jornada de 36 horas semanais. Ou seja menos que  o mínimo.

As primeiras reivindicações dos trabalhadores neste setor é aumento real do salário, que se não houver passarão a receber o salário mínimo.

Aqui no ES, somente a BrasilCenter paga aos seus representantes de primeiro nível o salário mínimo.  O pedido é que as empresas reconheçam que somente a reposição da inflação registrada no período não reflete a inflação real para aqueles que ganham até três salários mínimos. É preciso que haja aumento real para que o poder de compra da renda do trabalhador enfrente a carestia.

Outra reivindicação importante é o reajuste do auxílio-alimentação, que não é satisfatório para a grande maioria dos/as trabalhadores/as. As empresas alegam a jornada reduzida de 36 horas semanais para não dar um valor que dê para o/a teleoperador/a se alimentar decentemente. Pediram também que o auxílio seja pago nas férias, como já acontece na Caper, Ivox, Annellus e na Sollo Brasil. Esta última ainda para somente para os Teleoperadores.

O Auxílio Creche/Babá é outra reivindicação das mães trabalhadoras. Além do reajuste necessário, elas reclamam que muitas não usam, pois as empresas exigem nota fiscal como comprovante. Porém, o valor do benefício é baixo e não dá para pagar as mensalidades de uma creche particular. E babás não são empresas para fornecer nota fiscal.

Outra reivindicação é que o benefício seja estendido ao pai empregado, pois o auxílio creche ou babá é um direito da criança. As mães também pedem que haja aumento da idade da criança, que hoje gira em torno de 36, 48 meses. Muitas são obrigadas a pedir dispensa depois que a criança atinge a idade de 3 anos, 4 anos dependendo das empresas. Elas pedem a ampliação para 6 anos da criança, uma vez que a partir dessa idade vão para a escola regular.

Trabalhadores pleiteiam Participação nos Lucros,  folga remunerada no dia do aniversário e nos dias 24 e 31 de dezembro e aumento da licença paternidade.

Atestados médicos – As mães pedem que as empresas aumentem o número de dias para os atestados médicos e que aceitem a declaração de comparecimento quando levam os filhos ao médico e possam compensar as horas em que ficaram acompanhando os filhos.

Trabalhadores sugeriram que empresas complementem a renda quando o empregado é afastado do trabalho por motivo de saúde e passa a receber do INSS um valor inferiorao que e recebia.

As reuniões de negociação já estão acontecendo e quando as empresas apresentarem as propostas, o SINTTEl-ES convocará assembleias pela internet – através do Sistema de Votação online do sindicato – para que os trabalhadores decidam se aceitam ou rejeitam as propostas.

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