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Governo Temer é responsável por avanço da desigualdade social no Brasil

Rendimento médio dos mais pobres caiu 40% e a extrema pobreza aumentou 11% desde a posse de Michel Temer

Para economistas, neste tempo de crise, é preciso fazer o governo gastar mais, induzindo o crescimento econômico

São Paulo – A desigualdade cresce no país, fruto da falta de investimentos do governo Temer. Até a festejada inflação baixa é sinal de que a economia brasileira está doente. Essa é a avaliação de economistas, que criticam a condução econômica feita por Michel Temer e Henrique Meirelles, agora, ex-ministro da Fazenda. Ambos só alcançaram poder, sem voto, por meio do golpe desencadeado a partir da abertura do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados, pelas mãos de Eduardo Cunha, há dois anos.

De acordo com o IBGE, durante o atual governo, a extrema pobreza aumentou 11%, saltando de 13,3 milhões para 14,8 milhões de pessoas. O rendimento médio mensal dos mais pobres, que representam 4,5 milhões de brasileiros, caiu 40%, baixando de R$ 76 para R$ 47 no ano passado.

A condução econômica do governo Temer é responsável pelo aumento da miséria no Brasil, afirmam economistas. “Só o Estado teria condições, no momento de crise econômica, de ser um agente é do desenvolvimento econômico, criando políticas públicas para o emprego dessa população. Hoje o Estado tem feito exatamente o contrário, ao invés de ser o agente indutor do desenvolvimento, ele tem se retirado das suas funções primordiais e deixado com as livres forças do mercado, na qual sabemos que não conseguem solucionar o problema da desigualdade“, afirma a economista Juliane Furno.

A inflação baixa de 0,09% em março foi comemorada pelo governo e pelo mercado financeiro, mas é mais um sinal de fraqueza da economia, afirma o Dieese. “É um indicador de que a economia vai mal, ela não tem dinamismo, os preços não podem seguir sua dinâmica porque não há consumo, trazendo os preços para baixo procurando ativar o consumo. Como não tem emprego, nem salário, não tem esse consumo”, explica o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, em entrevista ao repórter Jô Myiagui, da TVT.

Por outro lado, a concentrar renda se agrava. Os 10% mais ricos ficam com mais de 43% dos rendimentos obtidos pelos brasileiros. “No momento da crise várias pessoas são obrigadas a se desfazer de seu patrimônio e aqueles que têm mais riqueza acabam comprando a preços muito baratos. Os ricos acabam concentrando mais riqueza na crise”, acrescenta Clemente.

Para Juliane Furno, neste tempo de crise, é preciso fazer o governo gastar mais, induzindo o crescimento econômico. “O Estado tem que fazer economia em períodos de crescimento econômico, quando as empresas estão investindo e as pessoas, gastando, o Estado poupa. Nos momentos de retração, o Estado gasta. Essa é a lógica”, afirma Juliane.

 

por Redação RBA publicado 17/04/2018 13h03, última modificação 17/04/2018 13h41

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