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Inflação sobe menos. Energia, gás e plano de saúde têm alta

21/09/2018 - 16h34 - Sinttel-ES - Redação
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Só neste ano, a energia sobe 13%, com impacto menor apenas que o da gasolina. Preços dos alimentos têm queda. Em 12 meses, inflação sobe 4,28%

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Foto: CC 2.0 WIKIMEDIA. Tarifa de Energia só perde para a da gasolina

 

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), “prévia” da inflação oficial, variou 0,09% neste mês, ante 0,13% em agosto e 0,11% em setembro do ano passado. Segundo o IBGE, que divulgou os resultados na manhã desta sexta-feira (21), foi a menor taxa para o mês desde 2006. O IPCA-15 está acumulado em 3,23% no ano. Em 12 meses, soma 4,28%, quase igual ao do período imediatamente anterior (4,30%).

Apesar da alta menor, alguns itens importantes tiveram aumento. Caso do gás encanado, que variou 0,78%, refletindo, de acordo com o instituto, reajuste praticado no Rio de Janeiro. A taxa de água e esgoto subiu 0,71%, com aumentos em algumas regiões. Também a energia elétrica teve alta – a sétima seguida –, de 0,34%, embora menos intensa do que em agosto (3,59%).

A energia acumula aumento de 13,28% no ano e de 19,01% em 12 meses, com impactos de 0,49 e 0,67 ponto percentual, respectivamente, no índice geral. Perde apenas para a gasolina (0,49 e 0,73 ponto).

O grupo de maior peso na composição do IPCA-15, Alimentação e Bebidas, foi o único a registrar deflação em setembro (-0,41%), com impacto da queda de 0,70% na alimentação em domicílio. Caíram os preços de produtos como cebola (-18,51%), batata inglesa (-13,65%) – nos dois casos, a terceira queda seguida –, do leite longa vida (-6,08%) e das carnes (-0,97%).

Comer fora aumentou 0,12%, menos do que em agosto (0,84%). As variações foram de 0,06% tanto para a refeição (0,67% no mês passado) como para o lanche (1,63%).

A maior variação entre os grupos foi de Despesas Pessoais: 0,46%. Segundo o IBGE, devido a aumentos nos preços do cigarro, em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo. Também tiveram alta os itens serviço bancário (2,03%) e empregado doméstico (0,36%).

Depois de cair 0,87% no mês anterior, o grupo Transporte subiu 0,21%. A passagem aérea foi de -26,01% para 17,12%, o maior impacto individual do mês (0,05 ponto). Com menos intensidade, os combustíveis caíram pelo terceiro mês consecutivo (-0,19%): o preço da gasolina recuou 0,07% e o do etanol, 1,36%. Já o óleo diesel subiu 2,41%.

Em Saúde (0,26%), o destaque de alta foi dos planos de saúde (0,81%).

O menor índice foi apurado na região metropolitana de Salvador (-0,42%), enquanto o município de Goiânia teve o maior resultado (0,53%). Em São Paulo, o IPCA-15 foi de 0,16%, acumulando 5,06% em 12 meses.

O IPCA e o INPC deste mês serão divulgados em 5 de outubro.


por Redação RBA publicado 21/09/2018 11h44


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